quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Dia Mundial do Hip Hop e Mês da Consciência Negra





Comemorado em todo mundo neste 12 de novembro, o Dia Mundial do Hip Hop ganha sua festa paraense nesta sexta, 16, com a presença de b.boys, grafiteiros e vários DJs convidados como Eric Bordalo, Tati Cunha e Ras Alvim. A festa também homenageia o Mês da Consciência Negra. Festa começa mais cedo, às 19h, com diversas atrações. 

Diversidade mundial na festa da música negra


Nascido no Bronx de Nova York há 39 anos, o Movimento Hip Hop vem ganhando espaço mundial por ser um defensor da cultura negra em busca de paz e oportunidades para a juventude. A data da sua fundação, 12 de novembro, está ligada ao nascimento da Zulu Nation, criada por África Bambaataa, Kool Herck e Grand Master Flash. São nomes e sons como os deles que estarão nos sets desta sexta, 16, do Coletivo Black Soul Samba, que também homenageia o Mês da Consciência Negra e o aniversário do sambista Paulinho da Viola, comemorado também no dia 12.
De acordo com o representante oficial da Zulu Nation Pará, o BBoy Zulu Ninja Marcos Hayden, o grande mote e principal diferencial do movimento é o fato de pregar a extinção da violência e promover a cultura de paz. “Nosso lema é ‘Paz, União, Amor e Diversão’, queremos que os adolescentes e jovens da periferia tenham novas possibilidades de vida, principalmente longe das drogas”, diz Ninja.
Black Soul Samba e Zulu Nation
Em Belém a Zulu Nation já realizou diversas atividades para a divulgação da cultura hip hop, tendo o Coletivo Black Soul Samba como um de seus maiores parceiros e seus DJs como os oficiais da Zulu Nation Pará.
Para comemorar o aniversário do movimento, a Zulu Nation convocou os maiores representantes da cultura hip hop, como os MCs da Trilha do Canal, Revolução do Norte, Fator Contrário, Negro Blindado, Conexão Feminina, Ewerton MC e Manifesto Negro; além de grafite com Metal Art Studio e dos BBoys FW Blackers, Free Style Crew, Shakna, dentre muitos outros.
De Nova York para o mundo
Transcendendo os limites do que pode ser negativo ao ser humano, o movimento hip hop chegou para proporcionar possibilidades de saídas positivas aos jovens de periferia, através da arte e capacitação social.
Em seus 39 anos de existência se tornou uma das mais respeitadas culturas do mundo, ocupando seu espaço também no Brasil sob a liderança de King Nino Brown, com sede no município de Diadema (São Paulo) desde 2002.
Ação de integração e arte para os jovens de Belém
De acordo com a Ninja a presença da Zulu Nation em Belém veio para resgatar e inibir a inserção de crianças,  jovens e adultos  no mundo da marginalidade e passar a missão de paz, nestes quase 20 anos de atuação, com a arte educação através da dança e música de hip hop.
Quem continua a festa de sexta são os DJs convidados da Black, que assumem as picapes depois das 11 da noite. Tati Cunha, Eric Bordalo e o lendário Rás Alvim, prometem sets diversificados, que vão do reggae roots de Alvim, aos sons brasileiros de Tati e surpresas eletro-black-brazucas com Bordalo.
Além da celebração pelo aniversário do movimento e do mês da cultura negra, a Black Soul Samba comemora ainda o aniversário do sambista Paulinho da Viola, cujos 70 anos de vida foram marcados também no último dia 12 de novembro.
Clássicos do sambista como “Dança da Solidão”, “Argumento”, “Chorar com Lágrimas”, “Para ver as meninas”, ”Guardei Minha Viola” e “Choro Negro” estarão nos sets de Homero da Cuíca, Uirá Seidl, Kauê Almeida, Fernando Wanzeler e Eddie Pereira, sempre com os tons certos nas passagens musicais e a harmonia de todas as cores da black music.
Serviço
Comemoração do Dia Mundial do Hip Hop e Mês da Consciência Negra na Black Soul Samba – Com DJs Tati Cunha, Eric Bordalo e Ras Alvim e atrações da coletivo Zulu Nation
Nesta sexta, 16 de novembro de 2012, a partir das 19h, no Bar Palafita (Rua Siqueira Mendes, ao lado do Píer das 11 Janelas, na Cidade Velha)
Ingressos: R$10,00
Informações:
 www.blacksoulsamba.blogspot.com / Fan page: Black Soul Samba / Twitter: @blacksoulsamba
Produção: (91) 8413 0861
Imprensa: (91) 8190 8270
Visite nosso site: www.blacksoulsamba.com.br
Escute a Black na Rádio: Unama FM 105.5 – Toda quarta, 21h, com reprise aos sábados, 22h

                    

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O Som da Tropicália com Rande Frank e Patrícia Rabelo



Aniversário de 45 anos do movimento será marcado com show de Rande Frank, Patrícia Rabelo e banda num dueto na Black Soul Samba desta sexta, 09 de novembro.

Imagine que você está em 1967, onde o Brasil respira sob a sentinela da ditadura do militar general Castelo Branco, e na TV um grupo de músicos com uma cantora vestida de noiva cantava a história de um domingo no parque, com direito a vertigem da roda gigante. Este foi o cenário onde se instalou o Movimento Tropicalista, vanguarda que mudou completamente os rumos da música brasileira, influenciando gerações de artistas e pensadores e que se mostra cada vez mais contemporânea.



A apresentação de Gilberto Gil e os Mutantes cantando “Domingo no Parque” no Festival da Canção da Record, de 67, é o marco de todo o movimento que teve seu nome inspirado na obra do artista plástico Hélio Oiticica: “Tropicália”, exposta no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, no mesmo ano.  O balaio tinha Caetano Veloso como um de seus principais pensadores e trazia ainda Tom Zé, Rogério Duprat, Gal Costa, Torquato Neto, Nara Leão e Jorge Mautner; até mesmo Glauber Rocha com seu cinema novo estava arrolado ao movimento. Era a nova cara de um Brasil que nunca foi tão moderno.

Dessa modernidade pós bossa-novistas, outros dois grupos importantes : “Os Novos Baianos” e sua vida em comunidade, e os “Secos e Molhados” com suas fantasias e pinturas lideradas por Ney Matogrosso, são crias diretas da Tropicália, ainda nos anos 70. “Acho que sou um resultado do Tropicalismo, porque vim depois, em 1973, e aquilo já tinha mexido com a minha cabeça de tal maneira, que penso que ousei me expor tanto quanto me expus, porque o Tropicalismo me incitou.” Declarou Ney em entrevista recente à revista Rolling Stone.

Rande Frank na Black Soul Samba
A força do movimento continuou ainda bem depois. Para o músico paraense Rande Frank a resposta o movimento se estendeu de forma tal, chegando a influenciar Chico Science e Nação nos anos 90, entre outros. Para ele a tropicália “veio pra pontuar um momento na música  brasileira, que até então era muito careta”, afirma dizendo ainda que o “Tropicalismo não se diluiu porque não era moda, não era a roupa, era a riqueza musical que ainda está aí. Músicos da MPB, como a Marisa Monte e até os Mamonas Assassina, têm a essência do movimento. ”, acredita.

E são com os acordes dissonantes da tropicália que o músico vai subir ao palco, dividindo-o com a cantora Patrícia Rabelo. A dupla se reúne pela primeira vez, compartilhando um show inédito, especialmente para o projeto “O Som da Tropicália – 45 Anos” que a Black Soul Samba leva ao Palafita, nesta sexta, 09. Além da dupla encenando as canções, a casa terá ainda cenário especial de Aldo Paz, inspirado no próprio Hélio e em todo o movimento, dando tons de tecnicolor que a noite pede.

Rock e música popular na carreira de Rande e Patrícia
Estreando na Black Soul Samba, Patrícia Rabelo se diz num misto entre apreensiva e empolgada. “A força da Black é muito grande e por isso a responsabilidade é enorme”, diz. Patrícia fez uma participação especial no show ao aniversário de Caetano Veloso, no semestre passado. Foi a primeira vez que ela e Rande dividiram uma música. Agora a dupla compartilha todo um repertório, com arranjos completamente novos para canções marcantes como “Objeto Não Identificado”, “Cinema Olympia”, eternizadas na versão de Gal Costa; “A Menina Dança” dos Novos Baianos, “Brigitte Bardot”, de Tom Zé; “Minha Menina”, dos Mutantes; e muitas outras. “ Cada um vai cantar uma música, ninguém sai do palco e tem momentos em que cantamos juntos. Nós vamos brincar bastante ”, avisa Patrícia.


Premiada em diversos festivais por todo o Brasil, Patrícia Rabelo já abriu o show do cantor Lenine, no Festival de Garanhuns em Pernambuco, além de ter sido eleita a melhor intérprete em vários outros festivais no Pará, Amazonas, Rio de Janeiro e tantos mais.

Suas incursões pela música popular a levaram a tomar frente do trabalho com a Banda Fênix no início dos anos 2000. Atualmente a cantora vem se apresentando em bares de Belém, além de participar de espetáculos em teatros como o Margarida Schivasappa e o Teatro da Paz.  A parceria com Rande Frank é um novo momento em sua carreira.

Com 20 anos de carreira, Rande vem caminhando contra o vento, como ator, cantor e compositor, desde os anos 90. Como vocalista, participou de diversas bandas, dentre as quais as extintas “Arcano 19”, “A Decrépita” e a mais recente “Xamã”. Produziu, gravou as vozes e mixou 12 canções do compositor paraense Buscapé Blues e as apresentou ao vivo em shows itinerantes dentro de um ônibus-palco, que cruzou a capital carioca com a banda”'Xuxu e As Kaveiras Barrocas”, com quem também se apresentou no Rock in Rio, no início dos anos 2000. Mas foi liderando os vocais da Banda “Xamã” que se popularizou com sua voz e performance eufóricas, eletrizando as plateias roqueiras e uma nascente tribo regueira que surgiu no fim de 2006 no cenário musical de Belém.

Aliado a boa energia do carismático Rande e da bela voz de Patrícia, estão ainda os músicos Guibson Landim na guitarra e arranjos, Paulo Lavareda no baixo, Willy Benitez na bateria e Veldo na percussão. Segundo Rande: “A Black é a cara da tropicália. Não tinha outro lugar pra fazer esse show se não fosse com a Black Soul Samba. Tenho certeza que vai ser ‘lindão’ ”.

E para não deixar cair o andamento, os demais elementos da modernidade da tropicália passam ainda pelos sets dos DJs Uirá Seidl, Kauê Almeida, Fernando Wanzeler, Homero da Cuíca e Eddie Pereira, que levam todas as cores da brasilidade tropicalista às pistas da Black Soul Samba.



Serviço
“O Som da Tropicália – 45 anos” com Rande Frank, Patrícia Rabelo e banda
Nesta sexta, 09 de novembro de 2012, a partir das 21h, no Bar Palafita (Rua Siqueira Mendes, ao lado do Píer das 11 Janelas, na Cidade Velha)
Ingressos: R$10,00
Informações:
 www.blacksoulsamba.blogspot.com / Fan page: Black Soul Samba / Twitter: @blacksoulsamba
Produção: (91) 8413 0861
Imprensa: (91) 8190 8270
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Escute a Black na Rádio: Unama FM 105.5 – Toda quarta, 21h, com reprise aos sábados, 22h

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Black com samba de regueiro e soul do ragga ao eletrônico



Noite deste 26 de outubro terá show do MC Jimmy Luv com participação de Guamat PA e sets especiais dos DJs convidados Lucas Gouvea e Ras Margalho.
Fim de mês e a Black Soul Samba chega ao momento de receber convidados especiais. Para manter o tom de brasilidade e pluralismo que marcaram as festas de outubro, a BSS chamou um dos melhores MCs de reggae do país: Jimmy Luv, que por sua vez tocará ao lado do DJ Guamat PA, mostrando um show repleto de músicas inéditas, dançante e bem diferente do que o público regueiro está acostumado.
“Esta é a quarta vez que venho a Belém, mas é minha estreia na Black Soul Samba. Estou ansioso porque é a primeira vez que terei a oportunidade de fazer um show bem mais dançante, com ritmos que normalmente não entram no meu repertório. Vou mandar até ‘funk pancadão’ ”, entusiasma-se  Luv.  
Luv, ansiso pela Black desta sexta.
Conhecido por ser uma das peças chave na evolução do som ragga no Brasil, Jimmy formou no começo dos anos 2000 o Enganjaduz (um dos primeiros grupos que misturavam rap e ragga em São Paulo) e depois expandiu o estilo pelo país cantando com a Família 7 Velas. Ao longo dos anos tem feito shows por todas as regiões do Brasil e lançado na cena independente diversas músicas em variados tipos de som. Em reconhecimento de seus trabalhos, foi um dos 5 artistas indicados ao prêmio VMB 2009 da MTV na categoria Reggae. Paralelo à sua carreira solo, faz trabalhos fixos com os projetos Echo Sound System, Dubalizer e Blanka Krew. Além de ser MC também é produtor/beatmaker e DJ.
Na Black desta sexta, Luv garante um show autoral, incluindo músicas inéditas e ritmos novos em sua carreira como o “moombah”, estilo que segundo ele está entre o ragga e o reggae tonw e é bem dançante. “A Black Soul Samba é o único lugar eu posso fazer essas misturas, de um repertório bem dinâmico, pra dançar. Por isso estou empolgado e super esperando. Quero ver o público interagindo e que todo mundo curta”, anima-se. Depois deste show sua próxima parada será na cidade do México em novembro.
DJs convidados voltando a pedido do público
Ele é figura carimbada e respeitada na noite regueira de Belém e no ano passado mandou suas pedras no aniversário da BSS. Mas agora, voltando à pedidos, Ras Margalho promete mostrar uma veia incomum em sua raiz: o samba. Dono de um repertório de mais de cinco mil vinis, todos de samba, o DJ vai antecipar o tom do carnaval em seu set. Segundo o produtor Uirá Seidl, “a coleção de Margalho é de uma organização de dar inveja ao Vaticano. A Black é o momento dele mostrar esse lado que ninguém conhece”, afirma.

Já o outro convidado, Lucas Gouvea, tem na junção da imagem e do som a sua marca registrada. E é a sua performance vjing que estará marcando seu novo set na Black. Depois de passar pelo Coletivo Pogobol, Lucas tem no projeto Improvídeo um trabalho com som, imagem e poesia em um repertório com música negra de vários lugares do mundo, incluindo claro o próprio Brasil, com muito remix  em discos de vinil.

E pra compor com todos os convidados, a noite desta sexta, 26 de outubro, terá ainda homenagens ao mineiro Milton Nascimento, fundador do Clube da Esquina e um dos mais importantes artistas brasileiros, aniversariante do dia. Suas canções estarão na pegada do coletivo Black Soul Samba, onde Uirá Seidl, Kauê Almeida, Fernando Wanzeller, Homero da Cuíca e Eddie Pereira, que levarão pra pista pérolas improváveis e raridades dançantes de Milton, além é de claro que de dominar todos os sons, tons e cores da black music.

Quer entrar de graça? Se liga na nossa fan page que tem sorteio de cortesias. Os vencedores serão selecionados nesta quarta a noite, durante o programa de rádio da Black. Mas se liga, que tudo é divulgado pela fan page...


Serviço:
Jimmy Luv e DJs Ras Margalho e Lucas Gouvea na Black Soul Samba
Nesta sexta, 26 de outubro de 2012, a partir das 21h, no Bar Palafita (Rua Siqueira Mendes, ao lado do Píer das 11 Janelas, na Cidade Velha).
Ingressos: R$10,00
Informações:
 www.blacksoulsamba.blogspot.com / Fan page: Black Soul Samba / Twitter: @blacksoulsamba
Produção: (91) 8413 0861
Imprensa: (91) 8190 8270
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

70 anos de Tim Maia e homenagem à Cupijó são os tons da Black Soul Samba



Homenagens ao Mestre Cupijó e ao aniversário de Tim Maia são os pontos mais altos da Black Soul Samba desta sexta, 19 de outubro, tudo por conta de duas grandes  bandas “Som de Pau Oco” e “Voucongás” que se apresentam  ainda na força da Nazica e prometem inebriar o público no Palafita.

Com um inegável legado musical, o cantor e compositor Tim Maia é uma dos artistas mais lembrados da música brasileira. Com fases de extrema criatividade e elevação musical, impressas nos dois volumes do disco “Racional”; seja nas fases mais lúdicas com músicas como “Do Leme ao Pontal”, “Vale Tudo” e “Não quero dinheiro”, até as fases românticas que deixaram as canções “Me  motivo”, “Primavera” e “Azul da Cor do Mar”, marcadas na memória de gerações musicais.

Pela herança deixada no cancioneiro popular do Brasil, mas também pelo jeito forte e temperamental do “Síndico”, o cantor continua sendo reverenciado. Em 28 de setembro passado, Tim teria comemorado 70 anos de vida, para a Black, motivo mais que suficiente para levar sua homenagem ao palco. A banda convidada é a “Voucongás”, formada por músicos experientes e que tem repertório exclusivo do “Síndico” e de outro expoente da soul music nacional: Jorge Ben.

Voucongás em estreia 



Formada por Marcel Barreto, Júnior Gurgel e Rafael Azevedo, a “Voucongás” foi montada para relembrar os velhos grooves de Ben e Tim. De acordo com eles, os três são grandes fãs dos pais do soul e do samba rock, por isso o repertório é exclusivo com o som da dupla. Assim, a “Voucongás” swinga entre a guitarra, a bateria e o baixo. Depois de terem acompanhado músicos de todo o Brasil, e morado no eixo Rio – São Paulo, os músicos garantem que boa experiência profissional estará marcada na energia sonora de seu show de estreia, que, claro, não poderia ser em outro lugar senão o reduto da música brasileira de Belém: a Black Soul Samba.

Mestre Cupijó e o Som de Pau Oco

Falecido em 25 de setembro deste ano, o cametaense Cupijó, é um dos três ícones do carimbó a receber a alcunha de “Mestre”. Ao lado de Lucindo e Verequete, Cupijó é responsável pelo maior legado da música paraense

Se apresentando pela segunda vez na Black Soul Samba, o “Som de Pau Oco” vai levar suas composições coloquiais, espontâneas e alegres para o palco do Palafita, mas principalmente vai homenagear Mestre Cupijó, com um show preparado especialmente para reavivar a memória e também apresentar o legado de Cupijó à uma geração que não terá oportunidade de conhecê-lo.

Trazendo no nome a reverência ao tambor de madeira “curimbó”, que em Tupi Guarani, quer dizer "pau oco, pau escavado", o grupo “Som de Pau Oco” tem ainda na sua instrumentação: o clarinete, o saxofone, o milheiro, o banjo, o tambor de onça, o reco-reco, as maracás e as matracas.
Além da homenagem à Cupijó, o show do Som de Pau Oco terá ainda músicas dos Mestres Lucindo e Verequete, e composições do grupo que ganham vida a partir dos temas do cotidiano e da inspiração da infância e falam do cotidiano urbano, como também da diversidade temática presente nas histórias, casos e lendas da região Norte. “A sereia cantou”, por exemplo, de autoria de Edson Douglas e Renato Cardoso, é uma das composições mais empolgantes do grupo Som de Pau Oco.

A costura das homenagens fica por conta do staff da Black Soul Samba, que como sempre elevam os tons das pistas num passeio pelo melhor da musicalidade negra ancestral e todas as suas vertentes. Uirá Seidl, Kauê Almeida, Eddie Pereira, Fernando Wanzeler e Homero da Cuíca garantem a boa vibração numa noite com desfile de ritmos e cores brasileiras.

Serviço
Homenagem a Tim Maia e Mestre Cupijó na Black Soul Samba – Com os grupos Som de Pau Oco e Voucongás

Quando: Nesta sexta, 19 de outubro de 2012, a partir das 21h
Onde: No Palafita – Rua Siqueira Mendes, ao lado do Píer das 11 Janelas, na Cidade Velha
Quanto: R$10,00 – Com meia entrada para estudantes
Informações: www.blacksoulsamba.blogspot.com / @blacksoulsamba (Twitter) / Página Black Soul Samba (Facebook) / (91) 8413 0861
Escute a Black na Rádio: Toda quarta, 20h, na Unama FM – 105,5, com reprise aos sábados, 21h.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Oswaldo Bezerra na Black do Círio



Black Soul Samba leva Oswaldo Bezerra ao palco do Palafita

Show desta sexta de Círio tem cancioneiro paraense do Rei do Brega Oswaldo Bezerra com direito a encontro de ritmistas do Cabloco Muderno e participações das cantoras Natália Matos, Aíla, Rosa Corrêa e Ana Clara Matos.
No embalo das bênçãos da Virgem de Nazaré e com os batuques que vem da festa profana do Auto do Círio, a Black desta sexta, dia 12, apresenta sua versão mais paraense, do carimbó ao brega, passando pelo baião e samba que estão no repertório de Oswaldo Bezerra, um dos expoentes da música paraense nos anos 70 e que vem sendo redescoberto por DJs, documentaristas e entusiastas da música “made in Pará”.
O Rei do Brega, ou simplesmente Oswaldo Bezerra, descoberto pelo produtor musical Jesus Couto quando trabalhava na Gravadora Fermata e agora redescoberto pela equipe do documentário “Brega Rota 70”, é pernambucano de nascimento, mas se considera paraense e diz querer morrer em Belém “com a graça de Nossa Senhora de Nazaré”.
Autor de músicas como “Cidadão do Brega”, “Falso Bregueiro”, “Minha outra metade”, “Sofrer”, “Dama de Vermelho”, “Falso juramento”, “Segue-me”, “Separação”, “Mulher Malvada” e “Telefone de mulher casada”; Oswaldo canta com simplicidade e conhecimento de causa o que o brega tem de mais precioso: as dores do coração, a constatação melancólica das desilusões amorosas, ou, como simplesmente fala em suas palavras ao resumir o brega, “Eu canto brega porque no brega é que está a solidão”.
Sucessos antigos de discos que “já nasciam estourados”, mas que caíram no esquecimento do grande público e que foram “redescobertos” pela equipe do documentário “Brega Rota 70” estão de volta, desta vez, interpretados sob a leitura de novos nomes da música paraense. Com uma roupagem moderna e ao mesmo tempo fiel à leitura da música da produzida em Belém nas décadas de 70 e 80.
Mas quem pensa que a Black será inteiramente bregueira, se engana. Oswaldo Bezerra tem um repertório diversificado, onde se encontram o carimbó, guitarradas, forró e até rock. Com direção musical de Rafael Azevedo, no show da Black desta sexta, o Rei contará com participações especialíssimas das novas cantoras de Belém: Aíla, Ana Clara Matos, Rosa Corrêa e Natália Matos. Como banda base, sobem com ele o próprio Rafael no baixo, Adriano Souza na bateria, Bruno Habib no teclado e Nelson Torres na guitarra.
A noite terá ainda o brilho e som do Cabloco Muderno, que leva seu ritmos para um pocket show à parte, em conjunto com os DJs Uirá Seidl, Kauê Almeida, Homero da Cuíca, Fernando Wanzeler e Eddie Pereira.
Nestes dias de alegria e muita fé, o Círio da Black terá todas das cores da música paraense.
Serviço
Black Soul Samba com Osvaldo Bezerra
Nesta sexta, 12 de outubro de 2012, a partir das 21h, no Bar Palafita (Rua Siqueira Mendes, ao lado do Píer das 11 Janelas, na Cidade Velha).
Ingressos: R$10,00
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

"Toca Raul" homenageia o nosso Maluco Beleza

Há mais de 20 morria o artista que introduziu uma nova sonoridade, espécie de mescla do rock de Elvis Presley, seu ídolo, com elementos brasileiros, a uma geração que fez questão de não esquecê-lo. Este ano, o filme de Walter Carvalho, “O Início, o Fim e o Meio” foi mais uma prova disso. O documentário sobre vida e obra deste ícone tem levado milhares de fãs ao cinema. Ele continua a brilhar e mobilizar multidões. Pois é para lembrar mais uma vez do Rauzito que nesta sexta-feira, 05, a Black Soul Samba leva para o palco do Palafita, o show “Toca Raul”, com Sérgio Leite e banda. 

Qualquer semelhança com o verdadeiro Raul Seixas, não é mera coincidência. Bem humorado e apaixonado pelo que faz, Sérgio Leite canta música brasileira de vários compositores, mas nada se compara à catarse que ele sofre no palco quando entra em cena como Raul Seixas. É de arrepiar. E quem está na plateia não tem como não embarcar no transe. Ele não deixa. “Viva Raul Santos Seixas, Viva e Sociedade Alternativa, Viva a Sociedade Raulseixista Belém – Pará”, costuma bradar aos presentes que respondem em alto som: “Viva”. 

Sérgio tem 25 anos de carreira, quase o mesmo tempo da ausência terrena de Raul Seixas, a quem ele começou curtir Raul com 17 anos de idade. Hoje, aos 48, ele conta que sempre que se apresenta, mesmo cantando outros autores inclui sempre no repertório algumas músicas do ídolo.

“É incrível notar que nunca houve um artista, que mesmo depois de morto, ainda fizesse surgir novos fã clubes por todo o país, mas assim tem sido com o Raul. Ele é o artista que mais tem seguidores, e esse número não para de crescer”, vai falando Sérgio. O cantor acredita que toda essa fúria de fãs em torno de Raul se deva ao que ele traz de mensagem em suas músicas. “Ele trata de temas que forçam o ser humano a deparar-se consigo mesmo. Fala do comportamento do ser humano, provocando-nos questionamentos”, reflete. 

O show desta noite de sexta-feira, 05 de outubro, às margens do rio Guamá, vai mostrar um punhado disso. Mas montar um repertório da obra de Raul Seixas é sempre complicado. 

“Porque chega na hora, o público sempre tem mais o que pedir e eu termino atendendo a galera, mas neste show do Black Soul Samba vou focar as obras dos seus primeiros trabalhos, como os LPs Krig-ha bandolo, Gita e Novo Aeon. É origem mesmo. Krig-ha, Bandolo! significa "cuidado, aí vem o inimigo". É o primeiro álbum solo do cantor e compositor, lançado em 1973. O título faz referência a um grito de guerra do personagem Tarzan, ídolo dos quadrinhos, na época. O LP inicia com uma gravação de Raul cantando "Good Rockin' Tonight" aos nove anos de idade e possui alguns dos grandes sucessos do músico como “Mosca na Sopa”, “Metamorfose Ambulante”, “Al Capone” e “Ouro de Tolo”. 

Contando assim, ele nem precisava ter feito mais nada, pois tais músicas são seus principais sucessos até hoje. Mas ainda bem que fez muito mais. Gita veio no ano seguinte e reverberou 600 mil cópias, foi o mais vendido da carreira. Todo mundo também conhece. Recém chegado do exílio foi quando Raul compôs mais alguns de seus grandes sucessos, como "Gita", inspirada num livro sagrado hindu, "Medo da Chuva", "O Trem das 7", "S.O.S." e a "Sociedade Alternativa". 

É uma trilogia e tanto, completando-se com “Novo Aeon”, de 1975, incluído na lista dos 100 melhores discos da música brasileira pela revista Rolling Stone. Para encarar tudo isso, Sérgio Leite terá os músicos Guibson Landin, na guitarra; Fernando Costa, no baixo, e André Macleure na bateria.

“Essa galera sabe tudo de Raul e a gente já está junto há um tempão prestando homenagem ao Maluco Beleza”, garante o cantor e fã. E a noite ainda conta com os não menos fãs e Djs da Black Sou Samba, Eddie Pereira, Homero da Cuíca, Uirá Seidl, Kauê Almeida e Fernando Wanzeler. 

Veia autoral - Sérgio Leite, porém, não faz apenas cover. Ele compõe e está com disco novo chegando, além de ser um participante assíduo de festivais de música. 

“Só este ano, estive em Ourém, Manaus e São Paulo defendendo músicas de minha autoria. Estou concluindo o meu mais novo CD, chamado Abicorando, onde todas as composições eu assino e canto. Mas aqui e acolá, recebendo convites para fazer shows em tributo ao Raulzito”, completa e ri de sua própria sorte.

Acostumado a ouvir música brasileira desde muito cedo, o compositor revela que ouve muita música brasileira, desde Pixinguinha até os novos e bons compositores da atualidade. “Porém volta e meia, eu estou sempre escutando The Doors, que é uma grande paixão minha, depois da minha moto que eu amo”, diz revelando-se um roqueiro, como o ídolo. 

É, não dá pra negar a veia do roqueiro e não à toa, numa conversa, vira e mexe, ele volta ao Raul, como agora, para comentar o documentário sobre Rauzito. “Foi muito bem elaborado pelo diretor Walter Carvalho. Eu fui ao cinema já sabendo que 50% do que seria mostrado ali, eu já tinha conhecimento e foi justamente o que eu ainda não conhecia que me emocionou", conta. 

"É bem verdade que foi dado um espaço muito grande para algumas pessoas que nada tinham a ver com o Raul, tudo com o intuito de se promoverem, mas, a maquina da mídia é assim mesmo. Por isso que o Raul dizia: ‘Se você quer entrar num buraco de rato, de rato você tem que transar’", resume e finaliza. 

Então, não perca a chance de gritar "Toca Rauuul !", nesta Black de sexta. 

Serviço 
Sérgio Leite e Banda no show “Toca Raul”. Nesta sexta, 05 de outubro de 2012 – A partir das 21h. Quanto: R$ 10,00 – com meia-entrada para estudantes (em respeito à lei nacional da meia-entrada). No bar Palafita – Rua Siqueira Mendes, ao lado do Píer das 11 Janelas, na Cidade Velha. Saiba mais: www.blacksoulsamba.blogspot.com. Fan Page:www.facebook.com/BlackSoulSamba. Twitter: @blacksoulsamba. Imprensa: (91) 8134.7719. Produção: (91) 8413 0861 / blacksoulsamba@yahoo.com.br. Escute a Black na rádio: Toda quarta, 21h, na Unama FM – 105,5. Reprise aos sábados, 22h.