quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Baile de Carnaval da Black Soul Samba leva afoxé e reggae para foliões



Nesta sexta (21) o clima de carnaval toma conta da tradicional Black Soul Samba. A festa leva ao público a apresentação do Afoxé Ita Lemi Sinavuru e do DJ Truta. Tudo isso no Los Piratas, às 20h, com ingressos a 20 reais com meia entrada para estudantes.
Além disso, os foliões poderão curtir os ótimos sons dos DJ’s do Coletivo Black Soul Samba Eddie Pereira, Fernando Wanzeller, Homero da Cuíca, Kauê Almeida e Uirá Seidl, com sequências de música negra e outras brasilidades carnavalescas.
Para animar o baile de carnaval e misturar os sons esta edição da Black terá a estreia do Barco Reggae com o DJ Truta, que fará o público viajar por um repertório com muito reggae em todas as suas vertentes. Grandes sucessos do estilo ficaram por conta dele, que toca profissionalmente há quase três anos. A partir de agora o DJ terá apresentação fixa nas noites da Black, em um dos ambientes da festa.
Segundo Amanda Dias, frequentadora da Black, é bom ter uma opção diferente de baile de carnaval na cidade. “Afoxé e reggae na mesma festa de carnaval é uma mistura curiosa, sempre vou na Black porque as festas sempre me surpreendem pra melhor”, conta a estudante.
A outra atração do Baile de carnaval da Black Soul Samba desta sexta é o “Afoxé Ita Lemi Sinavuru”, que não se trata de um bloco carnavalesco, mas de um afoxé de rua, ou seja, uma manifestação para confraternizar, comemorar e compartilhar com o povo a beleza da cultura africana. As principais características são as roupas nas cores dos orixás, as cantigas em língua Yorubá, Bantu, Português e os instrumentos de percussão.
A maioria dos foliões do Afoxé está vinculada a diversos Terreiros de Candomblé de Ketu, Angola, Gege, Umbanda, Mina Gege, Mina Nagô e Pajelança. Têm consciência de grupo, de valores e hábitos que os distinguem de qualquer outro bloco.
“Ita Lemi Sinavuru” significa “pedra forte de felicidade”. O nome foi escolhido para se conectar ao objetivo do grupo de fortificar comunidades carentes, que são espaços de resistência, tradição cultural e religiosidade de relevante importância para a consolidação dos valores de uma sociedade em que todos sejam iguais.
Ao longo dos mais de dez anos de criação o afoxé Ita Lemi Sinavuru já homenageou diversas divindades, fazendo um link com um tema de relevância social, este ano a temática do Afoxé é "Odoia, a mãe que abraça e protege seus filhos, fertilizando os caminhos da igualdade”. Simbolizando assim uma mãe Quilombola que ensina seus filhos a buscar a igualdade tão sonhada, capacitando-os para lutar por dignidade, trabalho, consciência de negritude, cidadania e liberdade.

Serviço: Nesta sexta (21) o clima de carnaval toma conta da tradicional Black Soul Samba. A festa leva ao público a apresentação do Afoxé Ita Lemi Sinavuru, do DJ Truta e dos DJ’s Black Soul Samba. Tudo isso no Los Piratas (Rua São Boa Ventura, no final da Av. Tamandaré), às 20h, com ingressos a 20 reais com meia entrada para estudantes.
Mias informações: 83471698 e 89150504

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Samba com sotaque amazônico invade a Black Soul Samba nessa sexta


“Quem não gosta de samba bom sujeito não é. É ruim da cabeça ou doente do pé”. A Black Soul Samba continua no ritmo do samba. Nessa sexta (14), às 20h, o evento trará o show do cantor Arthur Espíndola no Los Piratas, que promete fazer uma apresentação inesquecível e de muita sensibilidade. Os ingressos custam 20 reais, com meia entrada para estudantes.
Além do show, o público poderá curtir os bons sons dos DJ’s do Coletivo Black Soul Samba Eddie Pereira, Fernando Wanzeller, Homero da Cuíca, Kauê Almeida e Uirá Seidl, com sequências de samba, música negra e outras brasilidades.
Arthur Espíndola, a atração desta edição da festa, é um músico cheio de curiosidade, de ouvido aguçado e grande instinto musical, tudo isso faz com que ele viaje com naturalidade por várias vertentes do samba, seu gênero favorito. Sua sensibilidade poética e voz afinada lhe permitem ser extremamente versátil em suas composições.
O samba dele brinca de uma forma diferente com os instrumentos, incluindo o banjo de carimbó, o curimbó, a barrica, a caixa de marabaixo, o pandeirão e a rabeca bragantina aliados ao pandeiro, cavaquinho, surdo, violão, baixo e bateria. O que no final dá em um lindo samba amazônico.
No repertório do show estarão músicas como “Fora de Moda” que teve participação de Gaby Amarantos nas gravações e outras músicas autorais que estarão no disco “Tá Falado” com lançamento próximo. A apresentação terá as participações especiais de Bruno B.O, Nanna Reis e outras surpresas.
“Também vou levar clássicos do samba paraense e grandes clássicos de cantoras como Beth Carvalho e Clara Nunes. De quebra uns carimbos que vão conversar com o samba”, conta o artista.

A força do samba na cultura
O samba que conhecemos atualmente tem origem afro-baiana com misturas cariocas. O gênero nasceu da influência dos ritmos africanos, adaptados para a realidade dos escravos brasileiros, mas com o tempo o samba sofreu transformações de caráter social, econômico e musical.
Tudo começou como dança de roda de origem Angolana, trazida pelos escravos, principalmente para a região da Bahia. Também conhecido por umbigada ou batuque, consistia em um dançarino no centro de uma roda, que dançava ao som de palmas, coro e objetos de percussão e dava uma ''umbigada'' em outro companheiro da roda, convidando ele para entrar no meio do círculo.
Durante a década de 20 quem fosse pego dançando ou cantando samba corria um grande risco de ser preso. Isso porque ele era ligado à cultura negra, que era malvista na época. Só mais tarde é que ele passou a ser encarado como um símbolo nacional, principalmente no início dos anos 40, durante o governo de Getúlio Vargas. 
Entre as décadas de 20 e 30, o gênero ganharia muitas variações como o samba-enredo, o samba-choro e o samba-canção. É desse período também o surgimento dos sambas criados para os grandes blocos de Carnaval. 
Serviço: A Black Soul Samba continua no ritmo do samba. Nessa sexta (14), às 20h, o evento trará o show do cantor Arthur Espíndola no Los Piratas, além dos DJ's do Coletivo Black Soul Samba. Os ingressos custam 20 reais, com meia entrada para estudantes.

Mais informações: 83471698 - 89150504


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Black Soul Samba homenageia Alcione com especial “Noite Marrom”



Com muito samba a Black Soul Samba retoma as festas tradicionais das sextas, agora de casa nova, no Los Piratas. Nessa sexta (7), às 20h, o evento homenageará a cantora Alcione com o show “Noite Marrom” de Mariza Black, com participação de Gigi Furtado. Os ingressos custam 20 reais, com meia entrada para estudantes.

Além da apresentação da cantora Mariza Black, o público poderá curtir os bons sons dos DJ’s do Coletivo Black Soul Samba com sequências de samba, música negra e outras brasilidades. Eddie Pereira, Fernando Wanzeller, Homero da Cuíca, Kauê Almeida e Uirá Seidl prometem não deixar ninguém parado.

A homenageada desta edição é Alcione Dias Nazareth, a “Alcione”. Cantora, instrumentista e compositora, conhecida também pelo apelido de “Marrom”, que já se apresentou nas melhores casas noturnas do eixo Rio/SP, como Canecão, Imperator, Palace e Memorial da América Latina, entre outras temporadas populares realizadas através do Projeto Seis e Meia do Teatro João Caetano e Teatro Carlos Gomes (onde foi recordista de público).

Além disso, a voz marcante da artista é conhecida em vários continentes, em um total de 22 países, entre Europa, África, Leste Europeu, Oriente Médio e em todas as Américas. Ao longo da carreira, foi premiada com 21 discos de ouro, 5 de platina e um duplo de platina.

A cantora Mariza Black será a responsável por interpretar sucessos como “A loba” e “Você me vira a cabeça”, que segundo ela são algumas das escolhas do público, que participou de uma enquete feita por ela para montar o repertório com as mais pedidas. O show terá a participação especial da cantora Gigi Furtado.

São 10 anos de carreira, cantando samba por Belém, mas a noite marrom é um projeto novo na carreira de Mariza, apesar da Alcione já estar no repertório dela antes disso. "Gosto da Alcione porque ela consegue retratar a realidade de muitas mulheres, do dia a dia delas. Procuro transmitir essa força no meu canto", diz Mariza Black.

Serviço Black Soul Samba “Noite Marrom”
Data: 7/02 Sexta-feira
Hora: 20h
Local: Los Piratas (Rua São Boa Ventura, no final da Av. Tamandaré, Próx. ao Santa Aldeia)
Quanto: 20 reais com meia entrada para estudantes.
Mais informações: 83471698 e 89150504


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Black Soul Samba leva arte, palestras e oficinas ao bairro de Fátima





São quatro anos de Coletivo Black Soul Samba realizando festas, mas além de movimentar a vida noturna belenense a Black vai longe e aposta em um projeto social que busca informar cultural e ambientalmente a comunidade, se preocupando com a inclusão social de jovens.

O projeto se chama “Black Soul Samba Social”, a primeira edição acontecerá neste domingo (26) e visitará o bairro de Fátima, na Escola de Samba da Matinha, às 9h. A entrada é franca.

A realização é do Coletivo Black Soul Samba e Instituto Ariri Vivo, viabilizado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura Tó Teixeira, da Fumbel, Prefeitura de Belém. Com apoio do Metal Art Studio, da Zulu Nation Pará, da The Nine Burguer, da Uivo e da Grife Abdul Jamal.

Nesta edição no bairro de Fátima haverá Oficina de Grafite, Palestra "Hip Hop e Consciência Cidadã”, apresentação teatral com o grupo “Nós os Pernaltas”, Show de Israel Di Souza, Show da Trilha do Canal, MC’s convidados, batalha de MC’s e DJ’s Black Soul Samba.

O “Black Soul Samba Social” levará ações no âmbito social, cultural e ambiental para diversos bairros de Belém. Serão oferecidos gratuitamente aos moradores oficinas, vivências teatrais e palestras para crianças, jovens e adultos. Além da apresentação dos DJ’s Black Soul Samba e bandas de diversos ritmos musicais ligados a cultura negra e brasileira e paraense.

A ideia não é apenas levar música e alegria para jovens e adultos de áreas periféricas da cidade, mas também oferecer alternativas de inclusão social para estas pessoas, através da dança, arte, música ou ainda, através de práticas ambientais, como por exemplo, atividades econômicas ligadas a sustentabilidade e economia criativa.

Uma das atrações do evento será Israel Di Souza que fará um show com o apoio nos vocais de Hassan Mc e Mana Josy. Israel conta que a vontade de cantar começou quando ele ouvia Cássia Eller, mas as ideias mais maduras vieram com sua admiração por Gabriel o Pensador, Mv Bill e Racionais Mc's.

“O rap me incentivou muito a pensar a vida de modos diferentes e me motivou a escrever. Gosto de falar sobra a vida, sobre superação, amor ao próximo, Deus, aspectos sociais e poucas vezes sobre algo mais romântico”, diz Israel.

Para o músico a música salva, engrandece, ensina. Assim participar de um projeto que incentiva o aprendizado e o crescimento é importantíssimo. “Todas as formas de arte devem ser popularizadas. Principalmente as modalidades artísticas que passam informação e provocam pensamentos. Acredito muito no hip-hop e nas provocações que ele faz quanto a raciocinar a realidade. Ele incentiva a superação de problemas”, completa o artista.

Serviço: “Black Soul Samba Social”, neste domingo (26) no bairro de Fátima, na Escola de Samba da Matinha, às 9h. A entrada é franca. (Trav. Castelo Branco, 120)



9h – Oficina de Grafite e DJ’s Black Soul Samba

14h – Palestra “Hip Hop e Consciência Cidadã” – Marcos Hayden

14h30 – Apresentação Teatral com o Grupo “Nós os Pernaltas”

15h – DJ’s Black Soul Samba

15h30 – Show de Israel Di Souza

16h – Show da Trilha do Canal

16h30 – MC’s convidados

17h – Batalha de MC’s



Mais informações: 8347-1698 e 89150504




quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Black Soul Samba completa 4 anos com programação especial


Foram mais de 150 edições, com cerca de 60 diferentes grupos e mais de 50 DJ’s, com uma produção sempre de forma independente. Quatro anos incentivando a cultura e o cenário musical local.
Nessa sexta-feira (20) a Black Soul Samba completa 4 anos de existência e preparou uma edição especial com shows do Trio Manari e do Grupo Bongar (PE), além de participações especiais de Lia Sophia, Tito Lys, Ney Conceição, Douglas Dias, Gileno Foiquinos e da bateria do Caboclo Muderno. A festa começa às 20h no bar Palafita. Os ingressos custam 15 reais e 8 reais para estudantes.
Além de toda essa super programação, terão os ótimos sons dos DJ's do Coletivo Black Soul Samba formado por Uirá Seidl, Kauê Almeida, Fernando Wanzeller, Homero da Cuíca e Eddie Pereira.
Segundo o produtor cultural Uirá Seidl nesses 4 anos de festa tiveram edições memoráveis como a de dois anos com show de Felipe Cordeiro, Sambiose e exposição fotográfica da Traumas Vídeos. Além dos tributos a Jorge Ben e Tim Maia sempre com presença massiva do público, o tributo a Chico Science com Cocota de Ortega e Rapadura Xique Chico, a participação do coletivo no lançamento do Cabloco Muderno e o fechamento do IDEA no Parque dos Igarapés com uns 500 estrangeiros super animados.
No próximo ano a Black Soul Samba realizará o projeto “Black Soul Samba nos Bairros”, que levará shows, oficinas, teatro e palestras para diversas comunidades, tudo de forma gratuita. O primeiro bairro a receber a programação será Fátima. Além disso, o coletivo realizará outros projetos, que para não acabar com a surpresa, só serão divulgados daqui alguns meses.
“É muito legal que a Black escancarou essa pluralidade para mostrar que a música negra não é só rap e funk, ela é multifacetada, espalhada em todo o mundo. Cumbia e carimbó é tão black quanto qualquer música de James Brown. O Brasil é super miscigenado e a música reflete isso, por esse motivo que o público quando vai na Black escuta de tudo na mesma noite. Pode rolar rap, samba, afrobeat e carimbó, é tudo inter-relacionado”, diz Uirá.
As atrações
O “Manari” é um trio de percussão da Amazônia, formado pelos músicos Kléber Benigno, Nazaco Gomes e Márcio Jardim. Eles já realizaram turnês nacionais e internacionais com Fafá de Belém, Jeanne Darwich e Dona Onete. O show dessa sexta terá participações especiais de Lia Sophia, Tito Lys, Ney Conceição, Douglas Dias, Gileno Foiquinos e da bateria do Caboclo Muderno.
Segundo Kléber Benigno o show terá algumas músicas do primeiro e do segundo disco do grupo. “Costumo dizer que tudo acontece no seu tempo, o tempo certo chegou, é muito bom comemorar 13 anos de Manari junto com o aniversário da Black, nessa grande confraternização”, diz o músico.
A outra atração da noite vem de Olinda (PE), se trata do Grupo Bongar, formado por Guitinho da Xambá (vocal), Iran Caxinho (vocal e alfaia), Beto Black (vocal e ganzá), Nino do Bongar (vocal e abe), Memé Bongar (vocal, congas e ilú) e Thúlio (vocal e caixa).
Todos são integrantes do terreiro Xambá do Quilombo do Portão do Gelo, que levam aos palcos a tradicional festa do Coco da Xambá, que se realiza na comunidade há mais de 40 anos. O grupo tem um trabalho voltado para preservação e divulgação da cultura pernambucana.
Eles mostram em suas apresentações toda a musicalidade do Coco da Xambá, uma vertente desse ritmo tão presente no Nordeste do Brasil, além de ciranda, maracatu, candomblé, entre outros ritmos da cultura de raízes.
O público, através do show do Bongar terá a oportunidade de conhecer, não só a música e a dança deste coco tão peculiar, mas compreender a formação histórica e cultural desta Nação. O Bongar tem uma musicalidade muito forte de diversas influências musicais, vivenciadas nos cultos afro-brasileiros, principalmente da linhagem Xambá. 
Contatos: 8347-1698 e 89150504
Outras informações e promoção de cortesias: www.facebook.com/BlackSoulSamba

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Black Soul Samba especial Rita Lee nessa sexta



Nesta sexta-feira (13) a Black Soul Samba realiza o Especial Rita Lee e para essa festa convidaram a cantora Gláfira. A ocasião marca a comemoração de 66 anos de Rita Lee e a despedida de solteira de Gláfira. A festa começa às 20h, sendo o show às 00h, no bar Palafita. Os ingressos custam 15 reais e 8 reais para estudantes.

“Vamos tocar só as clássicas, as "mais mais" conhecidas. Está sendo difícil, porque quase todas são. Não tenho como fazer um repertório para contemplar a discografia da Rita, mas estou procurando deixar bem dividido pelas fases que ela teve”, diz Gláfira sobre o repertório do show.

“A Rita já teve a fase rock'n roll, dance, balada e MPB. Vamos tocar Doce Vampiro, Mamãe Natureza, Fruto Proibido, Caso Sério e outras”, completa a cantora.

A banda que acompanhará Gláfira é formada pelos músicos Gustavo Correa (guitarra), Elaine Valente (guitarra), Mauricio Panzera (baixo) e Ricardo Ramones (bateria). Já as participações especiais ficarão por conta de Mônica Lima, Larissa Leite e Arthur Espindola.

“Em casa ouvíamos muita rádio, por causa do meu pai que era operador de rádio, e a Rita fatalmente é radiofônica. Mas o que me identificava com ela, são nossos timbres de voz que são bem parecidos. Como eu cantava no mesmo tom, eu adorava imitá-la”, diz Gláfira.

Segundo ela, quando começou a tocar na noite ela foi traçando outros caminhos na forma de interpretar a Rita Lee. Gláfira virou fã e começou a pesquisar mais sobre a cantora, foi quando ouviu falar nos "Mutantes" e se apaixonou de vez.

Ovelha Negra

Rita Lee ocupa um espaço único dentro do universo da música popular brasileira. De seu repertório faz parte, além do enorme talento, uma grande dose de ecletismo pois, como filha legítima do Tropicalismo, Rita desfila sem pudores pelas mais diversas avenidas musicais, desde rock pauleira até bossas, baladas românticas e latinidades.

Além dos inúmeros sucessos que compôs para ela mesma, teve também suas músicas gravadas por artistas do calibre de João Gilberto, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Elis Regina, Gal Costa, Maria Bethânia, Milton Nascimento, Simone, Ney Matogrosso, Zizi Possi, Marisa Monte, Marina Lima, Zélia Duncan, Cássia Eller, Paula Toller, Henri Salvador, Frank Pourcel, Paul Mauriat, Gloria Estefan, Yael Levy, entre muitos outros. 

Rita participava de um conjunto ao lado de mais duas amigas quando em meados dos anos 60 conheceu a turma de um garoto dentuço da Pompéia. Elas, boas de vocais e fracas de acompanhamento. Eles, muito bons músicos, porém, fracos no vocal. A junção natural deu origem ao O’Seis, que chegou a gravar a música O Suicida. Logo depois aconteceram algumas baixas e Rita ficou como a única garota ao lado dos irmãos Sérgio e Arnaldo Baptista, trio que receberia o nome de Os Mutantes.


Em depressão pela saída dos Mutantes, Rita pensou em terminar a carreira, Trancou-se um tempo em casa, período em que compôs muitas das músicas do trabalho que lançaria a seguir. Ela formou o Tutti Frutii, para uma série de apresentações no Teatro Ruth Escobar. Logo depois Rita se lançou em carreira solo, criando hits atrás de hits até hoje.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Black Soul Samba homenageia Roberto e Erasmo Carlos na voz de Eloi Iglesias


Nesta sexta-feira (06) a Black Soul Samba irá homenagear Roberto Carlos e Erasmo Carlos, que juntos marcaram a música brasileira em uma parceria inesquecível. Para a ocasião a festa convidou o cantor Eloi Iglesias. A festa acontecerá no bar Palafita, às 20h30, sendo o show às 00h. Os ingressos custam 15 reais e 8 reais para estudantes.
Além disso, os DJ’s Black Soul Samba irão mandar músicas feitas em parcerias por Roberto e Erasmo, além de algumas músicas das carreiras solos deles. O Coletivo Black Soul Samba é formado por Uirá Seidl, Kauê Almeida, Fernando Wanzeller, Homero da Cuíca e Eddie Pereira.
“Quisemos misturar, o Erasmo é um cara com uma faceta mais roqueira e psicodélica, ele é mais experimental que o Roberto, vide o disco que é uma obra prima, o Projeto Salvaterra de 1974”, diz o produtor Black Soul Samba, Uirá. Segundo ele outros artistas foram influenciados pelos dois cantores e gravaram versões, como Luiz Melodia e Tim Maia.
“Faço esse show já tem uns oito anos. Sempre escutei Roberto com as minhas irmãs, depois chegou o movimento hippie e comecei achar ele meio careta, mas com a idade chegando redescobri a beleza das músicas dele, então fui criando minha própria forma de cantar as músicas”, conta Eloi Iglesias.
Segundo o artista o público terá um show com um molho de rock and roll, com interpretações diferentes e emocionantes, dos grandes sucessos de Roberto e Erasmo Carlos. “Quando mais novo eu já achava o Erasmo mais interessante, um cara que faz uma música para Roberta Close eu respeito. Até hoje ele tem essa postura forte, fala o que pensa, gosto disso”, diz Eloi.
A banda que acompanhará o músico é formada por Edvaldo Cavalcante (bateria), Davi Amorim (guitarra) e Adelberd Carneiro (baixo). No repertório músicas clássicas como “Fera Ferida”, “Gatinha Manhosa”, “Esqueça” e “Namoradinha de um amigo meu”.
Erasmo e Roberto se conheceram no Rio de Janeiro em 1958 quando formaram com Edson Trindade e Arlênio Gomes o conjunto “The Snakes”, que tinha influência da música norte americana. O mentor da carreira dos dois amigos e de muitos outros talentos da época foi o apresentador Carlos Imperial, o primeiro a descobrir o nicho de mercado que seria o rock brasileiro.
Em 1965 estreou na TV Record em são Paulo, um programa dedicado aos jovens, chamado “Jovem Guarda”, comandado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia. Roberto e Erasmo compuseram juntos mais de duzentas músicas como “Quero que vá tudo pro inferno”, “Vem quente que eu estou fervendo”, “Eu te darei o céu”, “As curvas da estrada de Santos” e “Festa de Arromba”.
Serviço: Nesta sexta-feira (06) a Black Soul Samba irá homenagear Roberto Carlos e Erasmo Carlos, que juntos marcaram a música brasileira em uma parceria inesquecível. Para a ocasião a festa convidou o cantor Eloi Iglesias. Além disso a festa terá os DJ's do Coletivo Black Soul Samba. A festa acontecerá no bar Palafita, às 20h30, sendo o show às 00h. Os ingressos custam 15 reais e 8 reais para estudantes.