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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Samba com sotaque amazônico invade a Black Soul Samba nessa sexta


“Quem não gosta de samba bom sujeito não é. É ruim da cabeça ou doente do pé”. A Black Soul Samba continua no ritmo do samba. Nessa sexta (14), às 20h, o evento trará o show do cantor Arthur Espíndola no Los Piratas, que promete fazer uma apresentação inesquecível e de muita sensibilidade. Os ingressos custam 20 reais, com meia entrada para estudantes.
Além do show, o público poderá curtir os bons sons dos DJ’s do Coletivo Black Soul Samba Eddie Pereira, Fernando Wanzeller, Homero da Cuíca, Kauê Almeida e Uirá Seidl, com sequências de samba, música negra e outras brasilidades.
Arthur Espíndola, a atração desta edição da festa, é um músico cheio de curiosidade, de ouvido aguçado e grande instinto musical, tudo isso faz com que ele viaje com naturalidade por várias vertentes do samba, seu gênero favorito. Sua sensibilidade poética e voz afinada lhe permitem ser extremamente versátil em suas composições.
O samba dele brinca de uma forma diferente com os instrumentos, incluindo o banjo de carimbó, o curimbó, a barrica, a caixa de marabaixo, o pandeirão e a rabeca bragantina aliados ao pandeiro, cavaquinho, surdo, violão, baixo e bateria. O que no final dá em um lindo samba amazônico.
No repertório do show estarão músicas como “Fora de Moda” que teve participação de Gaby Amarantos nas gravações e outras músicas autorais que estarão no disco “Tá Falado” com lançamento próximo. A apresentação terá as participações especiais de Bruno B.O, Nanna Reis e outras surpresas.
“Também vou levar clássicos do samba paraense e grandes clássicos de cantoras como Beth Carvalho e Clara Nunes. De quebra uns carimbos que vão conversar com o samba”, conta o artista.

A força do samba na cultura
O samba que conhecemos atualmente tem origem afro-baiana com misturas cariocas. O gênero nasceu da influência dos ritmos africanos, adaptados para a realidade dos escravos brasileiros, mas com o tempo o samba sofreu transformações de caráter social, econômico e musical.
Tudo começou como dança de roda de origem Angolana, trazida pelos escravos, principalmente para a região da Bahia. Também conhecido por umbigada ou batuque, consistia em um dançarino no centro de uma roda, que dançava ao som de palmas, coro e objetos de percussão e dava uma ''umbigada'' em outro companheiro da roda, convidando ele para entrar no meio do círculo.
Durante a década de 20 quem fosse pego dançando ou cantando samba corria um grande risco de ser preso. Isso porque ele era ligado à cultura negra, que era malvista na época. Só mais tarde é que ele passou a ser encarado como um símbolo nacional, principalmente no início dos anos 40, durante o governo de Getúlio Vargas. 
Entre as décadas de 20 e 30, o gênero ganharia muitas variações como o samba-enredo, o samba-choro e o samba-canção. É desse período também o surgimento dos sambas criados para os grandes blocos de Carnaval. 
Serviço: A Black Soul Samba continua no ritmo do samba. Nessa sexta (14), às 20h, o evento trará o show do cantor Arthur Espíndola no Los Piratas, além dos DJ's do Coletivo Black Soul Samba. Os ingressos custam 20 reais, com meia entrada para estudantes.

Mais informações: 83471698 - 89150504


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Black Soul Samba homenageia Raul Seixas nesta sexta no Los Piratas



Nesta sexta-feira (28) a Black Soul Samba homenageia o cantor Raul Seixas com a “Black Soul Samba Toca Raul! - Especial Krig-Ha Bandolo 40 anos”, levando ao público o show de Sérgio Leite e banda. Neste mesmo dia Raul Seixas completaria 68 anos. A festa acontece no “Los Piratas Algodoal Bar”, começa às 18h, com entrada franca até às 20h. Os ingressos custam 15 reais e entrada para estudantes a 8 reais.

Para completar a noite os DJ’s do coletivo Black Soul Samba formado por Uirá Seidl, Kauê Almeida, Fernando Wanzeller, Homero da Cuíca e Eddie Pereira levarão ao público os grandes sucessos de Raul Seixas em todas as fases da carreira, além de sucessos do cantor em parceria com Sérgio Sampaio e Marcelo Nova. Além disso, vai rolar muita MPB com influência de rock dos anos 60 e 70.

O show de Sérgio Leite e banda terá como repertório o disco de Raul Seixas “Krig-Ha Bandolo” na integra. Sérgio tem 30 anos de carreira e toca Raul Seixas desde os 18 anos de idade. A banda que acompanhará o artista terá nomes como Guibson Landin (guitarra), Fernando Costa (baixo e backing vocal) e André Macleure (bateria e backing vocal). Segundo Sérgio a obra de Raul Seixas é única. “Tudo do Raul me atrai, a forma de compor, a irreverência e principalmente as letras, que sempre falam de comportamento.”, diz.

Em 7 de junho de 1973 Raul Seixas saiu pelas ruas do Rio de Janeiro cantando “Ouro de tolo”, que trazia em seus versos uma profunda crítica social como: “Eu devia estar contente, porque eu tenho um emprego. Sou um dito cidadão respeitável e ganho quatro mil cruzeiros por mês.”

Raul e o escritor Paulo Coelho naquela época desejavam promover aquele que é hoje um clássico do rock brasileiro, o LP Krig-Ha,Bandolo, que marcou a estreia de Raul em carreira solo e que completou recentemente 40 anos.

O disco marcou época e trazia outros clássicos como “Mosca na Sopa”, “Metamorfose Ambulante” e “Al Capone”. Gravado nos estúdios da Philips no Rio de Janeiro, contou com produção musical e direção artística do próprio Raul Seixas e de Marco Mazzola.

Metamorfose Ambulante

Apesar de ser o primeiro disco solo do cantor não era um trabalho de um artista inexperiente. Na década de 60, Raul Seixas com o grupo Raulzito e os Panteras acompanhava os artistas da Jovem Guarda em suas excursões por Salvador. Em 1970 o artista se tornou um importante produtor e compositor para os artistas populares da CBS.

Depois de gravar um disco com Sérgio Sampaio, Miriam Batucada e Eddy Star, recebeu um ultimato da CBS, para escolher entre a carreira de produtor ou de cantor. Raul não gostou da pressão e cedeu aos convites de Roberto Menescal, indo para a Phillips.

Raul Seixas se tornou uma estrela nacional e a imprensa e os fãs da época foram conhecendo um outro lado do cantor e compositor. Ele e Paulo Coelho criaram a Sociedade Alternativa, uma entidade baseada nos ensinamentos do bruxo inglês Aleister Crowley. Raul Seixas faleceu em 21 de agosto de 1989.

Serviço: Nesta sexta-feira (28) a Black Soul Samba homenageia o cantor Raul Seixas com a “Black Soul Samba Toca Raul! - Especial Krig-Ha Bandolo 40 anos”, levando ao público o show de Sérgio Leite e banda, além dos DJ’s Black Soul Samba. A festa acontece no “Los Piratas Algodoal Bar”, começa às 18h, com entrada franca até às 20h. Os ingressos custam 15 reais e entrada para estudantes a 8 reais.

Contatos: 8347-1698 e 8291-6992
Outras informações e promoção de cortesias: www.facebook.com/BlackSoulSamba


quarta-feira, 19 de junho de 2013

Black Soul Samba faz Especial Tropicália nesta sexta no Los Piratas



Nesta sexta-feira (21) a Black Soul Samba faz a terceira edição do tributo à tropicália realizando a “Black Soul Samba – Especial Tropicália", com o show dos cantores Renato Torres, Joelma Klaudia e Olivar Barreto. Na pista alternativa se apresentará o DJ Alex Roots. Provisoriamente nesta edição a festa acontece no “Los Piratas Algodoal Bar”, começa às 18h, com entrada franca até às 20h. Os ingressos custam 15 reais e entrada para estudantes a 8 reais.

Além disso, os DJ's do coletivo Black Soul Samba formado por Uirá Seidl, Kauê Almeida, Fernando Wanzeller, Homero da Cuíca e Eddie Pereira, tocarão os sucessos de discos que marcaram a música brasileira durante o ápice do movimento tropicalista, tais como: “Tropicália ou Panis Et Circencis” (1968), espécie de manifesto do movimento, "Transa" (1972), de Caetano Veloso, "Expresso 2222" de Gilberto Gil, "A divina comédia" (1970) dos Mutantes, dentre outros, incluindo músicas de nomes como Tom Zé, Rogério Duprat, Novos Baianos e Secos e Molhados.

O repertório da apresentação desta sexta de Renato Torres, Joelma Klaudia e Olivar Barreto trará os clássicos da Tropicália, como a canção-título do movimento, “Domingo no Parque” e “Alegria Alegria”. Segundo Torres não se trata de um cover e sim de um show feito de versões. O trio usará aqui e ali algumas ideias e fraseados dos arranjos originais, para manter a ligação com o espírito da época, como em algumas passagens onde o “ruído” é importante.

O show dos três artistas surgiu de apresentações passadas em outros locais de Belém. Renato e Olivar precisavam de uma voz feminina forte para as canções que Gal Costa interpretava no disco, assim iniciou a parceria com a cantora Joelma Klaudia, cuja voz e perfil se encaixaram muito bem na atmosfera tropicalista. 
“Nossas vozes juntas, especialmente nas canções dos Mutantes, tiveram um resultado muito bacana, que as pessoas gostam muito”, conta o cantor Renato Torres.

Segundo o artista a principal conexão dele com o tropicalismo é a música feita sem preconceitos de origem e que ousa, corajosamente, romper fronteiras, explorando novas possibilidades de interpretação do cotidiano.

“Quem se interessa pela evolução histórica e estética da música no Brasil não pode ignorar jamais a importância da Tropicália, não poderia ter existido Chico Science ou grupos que misturam música barroca e antiga com tradição oral brasileira como o Anima, não fosse o pioneirismo dos tropicalistas, que já compreendiam o conceito de multiculturalidade que está no âmago deste país”, afirma Torres.

Panis Et Circencis

O movimento da Tropicália teve sua origem sustentada por quatro marcos inaugurais, todos acontecidos em 1967: a exposição “Tropicália, manifestação ambiental", de Hélio Oiticica, no MAM do Rio de Janeiro, a estreia do filme "Terra em Transe”, de Glauber Rocha e a estréia da peça “O Rei da Vela” de Oswald de Andrade e as participações de Caetano Veloso e Gilberto Gil no III Festival da Record interpretando “Alegria, Alegria” e “Domingo no Parque”, que com uma nova linguagem inaugurava a guitarra elétrica na MPB.

Caetano Veloso, Gilberto Gil, Nara Leão, Gal Costa, Torquato Neto, Capinam, Guilherme Araújo, Os Mutantes, Júlio Medaglia e Tom Zé se juntaram para a gravação do disco “Tropicália ou Panis Et Circencis” em 1968. O trabalho foi a concretização de um novo estilo de música que se fazia no Brasil e ganhou visibilidade de um manifesto musical. Os arranjos e a regência ficaram por conta do maestro Rogério Duprat e a produção foi de Manuel Barenbein. Então nesta sexta-feira a Black Soul Samba retoma essa atmosfera e celebra a música brasileira, do jeito que ela merece.


Serviço: Nesta sexta-feira (21) a Black Soul Samba faz a terceira edição do tributo à tropicália realizando a “Black Soul Samba – Especial Tropicália", com o show dos cantores Renato Torres, Joelma Klaudia e Olivar Barreto. Na pista alternativa se apresentará o DJ Alex Roots. Além disso, tem os DJ's do coletivo Black Soul Samba. Provisoriamente nesta edição a festa acontece no “Los Piratas Algodoal Bar”, começa às 18h, com entrada franca até às 20h. Os ingressos custam 15 reais e entrada para estudantes a 8 reais.