quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Black Soul Samba homenageia Alcione com especial “Noite Marrom”



Com muito samba a Black Soul Samba retoma as festas tradicionais das sextas, agora de casa nova, no Los Piratas. Nessa sexta (7), às 20h, o evento homenageará a cantora Alcione com o show “Noite Marrom” de Mariza Black, com participação de Gigi Furtado. Os ingressos custam 20 reais, com meia entrada para estudantes.

Além da apresentação da cantora Mariza Black, o público poderá curtir os bons sons dos DJ’s do Coletivo Black Soul Samba com sequências de samba, música negra e outras brasilidades. Eddie Pereira, Fernando Wanzeller, Homero da Cuíca, Kauê Almeida e Uirá Seidl prometem não deixar ninguém parado.

A homenageada desta edição é Alcione Dias Nazareth, a “Alcione”. Cantora, instrumentista e compositora, conhecida também pelo apelido de “Marrom”, que já se apresentou nas melhores casas noturnas do eixo Rio/SP, como Canecão, Imperator, Palace e Memorial da América Latina, entre outras temporadas populares realizadas através do Projeto Seis e Meia do Teatro João Caetano e Teatro Carlos Gomes (onde foi recordista de público).

Além disso, a voz marcante da artista é conhecida em vários continentes, em um total de 22 países, entre Europa, África, Leste Europeu, Oriente Médio e em todas as Américas. Ao longo da carreira, foi premiada com 21 discos de ouro, 5 de platina e um duplo de platina.

A cantora Mariza Black será a responsável por interpretar sucessos como “A loba” e “Você me vira a cabeça”, que segundo ela são algumas das escolhas do público, que participou de uma enquete feita por ela para montar o repertório com as mais pedidas. O show terá a participação especial da cantora Gigi Furtado.

São 10 anos de carreira, cantando samba por Belém, mas a noite marrom é um projeto novo na carreira de Mariza, apesar da Alcione já estar no repertório dela antes disso. "Gosto da Alcione porque ela consegue retratar a realidade de muitas mulheres, do dia a dia delas. Procuro transmitir essa força no meu canto", diz Mariza Black.

Serviço Black Soul Samba “Noite Marrom”
Data: 7/02 Sexta-feira
Hora: 20h
Local: Los Piratas (Rua São Boa Ventura, no final da Av. Tamandaré, Próx. ao Santa Aldeia)
Quanto: 20 reais com meia entrada para estudantes.
Mais informações: 83471698 e 89150504


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Black Soul Samba leva arte, palestras e oficinas ao bairro de Fátima





São quatro anos de Coletivo Black Soul Samba realizando festas, mas além de movimentar a vida noturna belenense a Black vai longe e aposta em um projeto social que busca informar cultural e ambientalmente a comunidade, se preocupando com a inclusão social de jovens.

O projeto se chama “Black Soul Samba Social”, a primeira edição acontecerá neste domingo (26) e visitará o bairro de Fátima, na Escola de Samba da Matinha, às 9h. A entrada é franca.

A realização é do Coletivo Black Soul Samba e Instituto Ariri Vivo, viabilizado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura Tó Teixeira, da Fumbel, Prefeitura de Belém. Com apoio do Metal Art Studio, da Zulu Nation Pará, da The Nine Burguer, da Uivo e da Grife Abdul Jamal.

Nesta edição no bairro de Fátima haverá Oficina de Grafite, Palestra "Hip Hop e Consciência Cidadã”, apresentação teatral com o grupo “Nós os Pernaltas”, Show de Israel Di Souza, Show da Trilha do Canal, MC’s convidados, batalha de MC’s e DJ’s Black Soul Samba.

O “Black Soul Samba Social” levará ações no âmbito social, cultural e ambiental para diversos bairros de Belém. Serão oferecidos gratuitamente aos moradores oficinas, vivências teatrais e palestras para crianças, jovens e adultos. Além da apresentação dos DJ’s Black Soul Samba e bandas de diversos ritmos musicais ligados a cultura negra e brasileira e paraense.

A ideia não é apenas levar música e alegria para jovens e adultos de áreas periféricas da cidade, mas também oferecer alternativas de inclusão social para estas pessoas, através da dança, arte, música ou ainda, através de práticas ambientais, como por exemplo, atividades econômicas ligadas a sustentabilidade e economia criativa.

Uma das atrações do evento será Israel Di Souza que fará um show com o apoio nos vocais de Hassan Mc e Mana Josy. Israel conta que a vontade de cantar começou quando ele ouvia Cássia Eller, mas as ideias mais maduras vieram com sua admiração por Gabriel o Pensador, Mv Bill e Racionais Mc's.

“O rap me incentivou muito a pensar a vida de modos diferentes e me motivou a escrever. Gosto de falar sobra a vida, sobre superação, amor ao próximo, Deus, aspectos sociais e poucas vezes sobre algo mais romântico”, diz Israel.

Para o músico a música salva, engrandece, ensina. Assim participar de um projeto que incentiva o aprendizado e o crescimento é importantíssimo. “Todas as formas de arte devem ser popularizadas. Principalmente as modalidades artísticas que passam informação e provocam pensamentos. Acredito muito no hip-hop e nas provocações que ele faz quanto a raciocinar a realidade. Ele incentiva a superação de problemas”, completa o artista.

Serviço: “Black Soul Samba Social”, neste domingo (26) no bairro de Fátima, na Escola de Samba da Matinha, às 9h. A entrada é franca. (Trav. Castelo Branco, 120)



9h – Oficina de Grafite e DJ’s Black Soul Samba

14h – Palestra “Hip Hop e Consciência Cidadã” – Marcos Hayden

14h30 – Apresentação Teatral com o Grupo “Nós os Pernaltas”

15h – DJ’s Black Soul Samba

15h30 – Show de Israel Di Souza

16h – Show da Trilha do Canal

16h30 – MC’s convidados

17h – Batalha de MC’s



Mais informações: 8347-1698 e 89150504




quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Black Soul Samba completa 4 anos com programação especial


Foram mais de 150 edições, com cerca de 60 diferentes grupos e mais de 50 DJ’s, com uma produção sempre de forma independente. Quatro anos incentivando a cultura e o cenário musical local.
Nessa sexta-feira (20) a Black Soul Samba completa 4 anos de existência e preparou uma edição especial com shows do Trio Manari e do Grupo Bongar (PE), além de participações especiais de Lia Sophia, Tito Lys, Ney Conceição, Douglas Dias, Gileno Foiquinos e da bateria do Caboclo Muderno. A festa começa às 20h no bar Palafita. Os ingressos custam 15 reais e 8 reais para estudantes.
Além de toda essa super programação, terão os ótimos sons dos DJ's do Coletivo Black Soul Samba formado por Uirá Seidl, Kauê Almeida, Fernando Wanzeller, Homero da Cuíca e Eddie Pereira.
Segundo o produtor cultural Uirá Seidl nesses 4 anos de festa tiveram edições memoráveis como a de dois anos com show de Felipe Cordeiro, Sambiose e exposição fotográfica da Traumas Vídeos. Além dos tributos a Jorge Ben e Tim Maia sempre com presença massiva do público, o tributo a Chico Science com Cocota de Ortega e Rapadura Xique Chico, a participação do coletivo no lançamento do Cabloco Muderno e o fechamento do IDEA no Parque dos Igarapés com uns 500 estrangeiros super animados.
No próximo ano a Black Soul Samba realizará o projeto “Black Soul Samba nos Bairros”, que levará shows, oficinas, teatro e palestras para diversas comunidades, tudo de forma gratuita. O primeiro bairro a receber a programação será Fátima. Além disso, o coletivo realizará outros projetos, que para não acabar com a surpresa, só serão divulgados daqui alguns meses.
“É muito legal que a Black escancarou essa pluralidade para mostrar que a música negra não é só rap e funk, ela é multifacetada, espalhada em todo o mundo. Cumbia e carimbó é tão black quanto qualquer música de James Brown. O Brasil é super miscigenado e a música reflete isso, por esse motivo que o público quando vai na Black escuta de tudo na mesma noite. Pode rolar rap, samba, afrobeat e carimbó, é tudo inter-relacionado”, diz Uirá.
As atrações
O “Manari” é um trio de percussão da Amazônia, formado pelos músicos Kléber Benigno, Nazaco Gomes e Márcio Jardim. Eles já realizaram turnês nacionais e internacionais com Fafá de Belém, Jeanne Darwich e Dona Onete. O show dessa sexta terá participações especiais de Lia Sophia, Tito Lys, Ney Conceição, Douglas Dias, Gileno Foiquinos e da bateria do Caboclo Muderno.
Segundo Kléber Benigno o show terá algumas músicas do primeiro e do segundo disco do grupo. “Costumo dizer que tudo acontece no seu tempo, o tempo certo chegou, é muito bom comemorar 13 anos de Manari junto com o aniversário da Black, nessa grande confraternização”, diz o músico.
A outra atração da noite vem de Olinda (PE), se trata do Grupo Bongar, formado por Guitinho da Xambá (vocal), Iran Caxinho (vocal e alfaia), Beto Black (vocal e ganzá), Nino do Bongar (vocal e abe), Memé Bongar (vocal, congas e ilú) e Thúlio (vocal e caixa).
Todos são integrantes do terreiro Xambá do Quilombo do Portão do Gelo, que levam aos palcos a tradicional festa do Coco da Xambá, que se realiza na comunidade há mais de 40 anos. O grupo tem um trabalho voltado para preservação e divulgação da cultura pernambucana.
Eles mostram em suas apresentações toda a musicalidade do Coco da Xambá, uma vertente desse ritmo tão presente no Nordeste do Brasil, além de ciranda, maracatu, candomblé, entre outros ritmos da cultura de raízes.
O público, através do show do Bongar terá a oportunidade de conhecer, não só a música e a dança deste coco tão peculiar, mas compreender a formação histórica e cultural desta Nação. O Bongar tem uma musicalidade muito forte de diversas influências musicais, vivenciadas nos cultos afro-brasileiros, principalmente da linhagem Xambá. 
Contatos: 8347-1698 e 89150504
Outras informações e promoção de cortesias: www.facebook.com/BlackSoulSamba

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Black Soul Samba especial Rita Lee nessa sexta



Nesta sexta-feira (13) a Black Soul Samba realiza o Especial Rita Lee e para essa festa convidaram a cantora Gláfira. A ocasião marca a comemoração de 66 anos de Rita Lee e a despedida de solteira de Gláfira. A festa começa às 20h, sendo o show às 00h, no bar Palafita. Os ingressos custam 15 reais e 8 reais para estudantes.

“Vamos tocar só as clássicas, as "mais mais" conhecidas. Está sendo difícil, porque quase todas são. Não tenho como fazer um repertório para contemplar a discografia da Rita, mas estou procurando deixar bem dividido pelas fases que ela teve”, diz Gláfira sobre o repertório do show.

“A Rita já teve a fase rock'n roll, dance, balada e MPB. Vamos tocar Doce Vampiro, Mamãe Natureza, Fruto Proibido, Caso Sério e outras”, completa a cantora.

A banda que acompanhará Gláfira é formada pelos músicos Gustavo Correa (guitarra), Elaine Valente (guitarra), Mauricio Panzera (baixo) e Ricardo Ramones (bateria). Já as participações especiais ficarão por conta de Mônica Lima, Larissa Leite e Arthur Espindola.

“Em casa ouvíamos muita rádio, por causa do meu pai que era operador de rádio, e a Rita fatalmente é radiofônica. Mas o que me identificava com ela, são nossos timbres de voz que são bem parecidos. Como eu cantava no mesmo tom, eu adorava imitá-la”, diz Gláfira.

Segundo ela, quando começou a tocar na noite ela foi traçando outros caminhos na forma de interpretar a Rita Lee. Gláfira virou fã e começou a pesquisar mais sobre a cantora, foi quando ouviu falar nos "Mutantes" e se apaixonou de vez.

Ovelha Negra

Rita Lee ocupa um espaço único dentro do universo da música popular brasileira. De seu repertório faz parte, além do enorme talento, uma grande dose de ecletismo pois, como filha legítima do Tropicalismo, Rita desfila sem pudores pelas mais diversas avenidas musicais, desde rock pauleira até bossas, baladas românticas e latinidades.

Além dos inúmeros sucessos que compôs para ela mesma, teve também suas músicas gravadas por artistas do calibre de João Gilberto, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Elis Regina, Gal Costa, Maria Bethânia, Milton Nascimento, Simone, Ney Matogrosso, Zizi Possi, Marisa Monte, Marina Lima, Zélia Duncan, Cássia Eller, Paula Toller, Henri Salvador, Frank Pourcel, Paul Mauriat, Gloria Estefan, Yael Levy, entre muitos outros. 

Rita participava de um conjunto ao lado de mais duas amigas quando em meados dos anos 60 conheceu a turma de um garoto dentuço da Pompéia. Elas, boas de vocais e fracas de acompanhamento. Eles, muito bons músicos, porém, fracos no vocal. A junção natural deu origem ao O’Seis, que chegou a gravar a música O Suicida. Logo depois aconteceram algumas baixas e Rita ficou como a única garota ao lado dos irmãos Sérgio e Arnaldo Baptista, trio que receberia o nome de Os Mutantes.


Em depressão pela saída dos Mutantes, Rita pensou em terminar a carreira, Trancou-se um tempo em casa, período em que compôs muitas das músicas do trabalho que lançaria a seguir. Ela formou o Tutti Frutii, para uma série de apresentações no Teatro Ruth Escobar. Logo depois Rita se lançou em carreira solo, criando hits atrás de hits até hoje.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Black Soul Samba homenageia Roberto e Erasmo Carlos na voz de Eloi Iglesias


Nesta sexta-feira (06) a Black Soul Samba irá homenagear Roberto Carlos e Erasmo Carlos, que juntos marcaram a música brasileira em uma parceria inesquecível. Para a ocasião a festa convidou o cantor Eloi Iglesias. A festa acontecerá no bar Palafita, às 20h30, sendo o show às 00h. Os ingressos custam 15 reais e 8 reais para estudantes.
Além disso, os DJ’s Black Soul Samba irão mandar músicas feitas em parcerias por Roberto e Erasmo, além de algumas músicas das carreiras solos deles. O Coletivo Black Soul Samba é formado por Uirá Seidl, Kauê Almeida, Fernando Wanzeller, Homero da Cuíca e Eddie Pereira.
“Quisemos misturar, o Erasmo é um cara com uma faceta mais roqueira e psicodélica, ele é mais experimental que o Roberto, vide o disco que é uma obra prima, o Projeto Salvaterra de 1974”, diz o produtor Black Soul Samba, Uirá. Segundo ele outros artistas foram influenciados pelos dois cantores e gravaram versões, como Luiz Melodia e Tim Maia.
“Faço esse show já tem uns oito anos. Sempre escutei Roberto com as minhas irmãs, depois chegou o movimento hippie e comecei achar ele meio careta, mas com a idade chegando redescobri a beleza das músicas dele, então fui criando minha própria forma de cantar as músicas”, conta Eloi Iglesias.
Segundo o artista o público terá um show com um molho de rock and roll, com interpretações diferentes e emocionantes, dos grandes sucessos de Roberto e Erasmo Carlos. “Quando mais novo eu já achava o Erasmo mais interessante, um cara que faz uma música para Roberta Close eu respeito. Até hoje ele tem essa postura forte, fala o que pensa, gosto disso”, diz Eloi.
A banda que acompanhará o músico é formada por Edvaldo Cavalcante (bateria), Davi Amorim (guitarra) e Adelberd Carneiro (baixo). No repertório músicas clássicas como “Fera Ferida”, “Gatinha Manhosa”, “Esqueça” e “Namoradinha de um amigo meu”.
Erasmo e Roberto se conheceram no Rio de Janeiro em 1958 quando formaram com Edson Trindade e Arlênio Gomes o conjunto “The Snakes”, que tinha influência da música norte americana. O mentor da carreira dos dois amigos e de muitos outros talentos da época foi o apresentador Carlos Imperial, o primeiro a descobrir o nicho de mercado que seria o rock brasileiro.
Em 1965 estreou na TV Record em são Paulo, um programa dedicado aos jovens, chamado “Jovem Guarda”, comandado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia. Roberto e Erasmo compuseram juntos mais de duzentas músicas como “Quero que vá tudo pro inferno”, “Vem quente que eu estou fervendo”, “Eu te darei o céu”, “As curvas da estrada de Santos” e “Festa de Arromba”.
Serviço: Nesta sexta-feira (06) a Black Soul Samba irá homenagear Roberto Carlos e Erasmo Carlos, que juntos marcaram a música brasileira em uma parceria inesquecível. Para a ocasião a festa convidou o cantor Eloi Iglesias. Além disso a festa terá os DJ's do Coletivo Black Soul Samba. A festa acontecerá no bar Palafita, às 20h30, sendo o show às 00h. Os ingressos custam 15 reais e 8 reais para estudantes.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Black Soul Samba homenageia Zeca Pagodinho na voz de Arthur Espíndola



"Confesso que sou de origem pobre, mas meu coração é nobre, foi assim que Deus me fez. E deixa a vida me levar, vida leva eu, sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu.”

Cantando o cotidiano do homem trabalhador e que não esmorece na primeira dificuldade, Zeca Pagodinho agrada quem ama um bom samba. Para homenagear esse grande artista, nessa sexta-feira (29) a Black Soul Samba convidou o cantor Arthur Espíndola para cantar os maiores sucessos de Zeca. A festa será no bar Palafita, começa às 20h, sendo o show às 00h. Os ingressos custam 15 reais e 8 reais para estudantes.

A noite também terá os DJ's do Coletivo Black Soul Samba Uirá Seidl, Kauê Almeida, Homero da Cuíca, Fernando Wanzeller e Eddie Pereira que levarão ao público um set com muito samba.

Arthur Espíndola levará no repertório hits e músicas lado b de Zeca. Dentre os títulos estão músicas como “Verdade”, “Vai Vadiar”, “Beija-me” e “Samba pras moças”. Haverá várias participações especiais como a da cantora Nanna Reis e outras surpresas que só quem for saberá.

A curiosidade, o ouvido aguçado e o instinto fazem com que Arthur Espíndola transite com naturalidade por várias vertentes do samba, seu gênero favorito. Sua sensibilidade poética e voz afinada, lhe permitem ser extremamente versátil em suas composições. E uma das grandes inspirações dele é Zeca Pagodinho, o homenageado da noite.

“Zeca Pagodinho é um dos meus maiores ídolos, ele é uma enorme inspiração na minha trajetória musical”, conta Espíndola. Segundo o cantor, o que mais de interessante Zeca Pagodinho tem são as criações sempre em versos.

“Ele é um grande músico de partido alto, qualquer estilo de samba fica bom na voz dele, simplesmente porque ele tem personalidade forte, isso tento trazer para o meu trabalho, essa personalidade”, diz.

Deixa a vida me levar

Jessé Gomes da Silva Filho, o “Zeca Pagodinho”, nasceu no Irajá em 4 de fevereiro de 1959 e foi criado em Del Castilho. Foi nos anos 70 que o partido-alto começou a se tornar uma febre nos subúrbios do Rio. E entre um samba e outro, Zeca se virava como podia. Foi feirante, camelô, office-boy, contínuo e anotador de jogo do bicho, fez um pouco de tudo.

No inicio dos anos 80, Zeca em parceria com o flautista e partideiro Cláudio Camunguelo, teve sua primeira música gravada, que se chamava "Amargura". A canção entrou no repertório do segundo disco do grupo Fundo de Quintal.

A aproximação com o grupo acabou levando Zeca Pagodinho a conhecer Beth Carvalho, que gravou seu primeiro sucesso dele intitulado “Camarão que Dorme a Onda Leva”. Beth ainda gravou "Jiló com Pimenta" (Arlindo Cruz e Zeca). Depois foi a vez de Alcione gravar "Mutirão do Amor" (Zeca, Sombrinha e Jorge Aragão) no LP "Almas e Corações" de 1983.

O pagode, então, já se preparava para estourar no Brasil. A RGE lançou a coletânea "Raça Brasileira" (1985). Entre as canções de Zeca estavam "Mal de Amor", "Garrafeiro", "A Vaca" e "Bagaço da Laranja". Foram 100 mil cópias vendidas, então Zeca não parou mais e foi só sucesso. São 30 anos de carreira e muitas músicas que embalaram reuniões de amigos e amores de muitos brasileiros.

Serviço: Nessa sexta-feira (29) a Black Soul Samba convidou o cantor Arthur Espíndola para cantar os maiores sucessos de Zeca Pagodinho. Além dos sets dos DJ's do Coletivo Black soul Samba. A festa será no bar Palafita, começa às 20h, sendo o show às 00h. Os ingressos custam 15 reais e 8 reais para estudantes.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Black Soul Samba homenageia o dia da consciência negra com noite especial de blues


Na sexta-feira (22) a Black Soul Samba leva ao público a “Noite do Blues” e para isso convidou a banda “Ferrovia Tex Blues” e o músico “Daniel Dú Blues” para tocar o melhor do gênero. Essa edição será uma homenagem também ao dia nacional da consciência negra, com toda a tradição secular do Blues, criado nas margens do rio Mississipi.
A festa acontece no bar Palafita, começa às 20h, sendo os shows às 00h. Os ingressos custam 15 reais e para estudantes 8 reais. Além disso, sets especiais dos DJ'S do Coletivo Black Soul Samba, formado por: Uirá Seidl, Kauê Almeida, Fernando Wanzeller, Homero da Cuíca e Eddie Pereira, tocando B.B King, Albert King, Otis Rush, John Lee Hooker, Heritage Blues Orchestra e muito blues brasileiro.
A “Ferrovia Tex Blues” se apresenta pela primeira vez na festa, a banda iniciou suas atividades em 2011, formada por Sérgio Barbosa (Violão), Dan Bordallo (Teclado) e Tonny Lisboa (Voz e Gaita).
O grupo tem no repertório clássicos do blues como “The Sky is Crying”, “I’ve Mot My Mojo Working” e “Sweet Home Chicago”, além de músicas de jazz como “Summertime”, “What a Difference a Day Makes” e “What a Wonderful World”.
Já Daniel Dú Blues toca pela terceira vez na Black Soul Samba, dessa vez o repertório será focado no blues brasileiro com músicas lado b de Cazuza, da banda Barão Vermelho, Celso Blues Boy, além de algumas versões próprias, canções autorais e clássicos internacionais do gênero, como “Red House”, “Hoochie Coochie Man”, “Mustang Sally” e “Black Night”.
A banda que o acompanhará será Sandro Marcelo Negrão (teclado), Rafael Azevedo (baixo) e Adriano Sousa (bateria), com convidados especiais como Norah Valente, Félix Robatto, Val Fonseca e Jorge Cruz.
O Blues é o estilo que mais gosto entre todos que curto e toco. Também é uma linguagem, um sotaque. O pai de todos os estilos como, por exemplo, seu filho mais famoso o Rock and Roll”, diz Daniel.

Blues, o lamento que virou música
O blues da maneira que conhecemos só tomou forma no sul dos Estados Unidos, com a população escrava chegada da África. O estilo spirituals e gospel nas igrejas evangélicas no final do século XIX se transformaram no blues.
Falar desse gênero é falar de Robert Johnson com seu som rural no início do século passado, depois podem os citar o blues eletrificado de Chicago, com Muddy Waters e Buddy Guy, o blues texano de Stevie Ray Vaughan e Johnny Winter, beirando o rock and roll.
No final do século XIX, a alta taxa de natalidade provocada pela emancipação dos escravos proporcionou outros tipos de trabalho aos negros. Muitos deixaram o campo e partiram para a periferia das grandes cidades do sul, como Chicago, Memphis e a Região do Delta do Rio Mississipi para trabalhar nas primeiras metalúrgicas e refinarias do país ou em canteiros de obras. Mas a maior parte deles foi parar nos entrepostos de algodão e tecidos.
A formação de guetos foi inevitável. Neles, os negros sofriam e também se divertiam. A procura por prazer em prostíbulos, bares e casas de jogo tinham um ponto em comum: a música. Neste ambiente, explodiu a revolução do blues urbano.
A sofisticação chega quando os músicos começam a inserir elementos do jazz, emprestados ao gênero por B.B. King. Importado para a Inglaterra por Eric Clapton, John Mayall e Jimmy Page com seu lendário Led Zeppelin, o blues se tornou internacional. No Brasil o “boom” do estilo aconteceu no começo dos anos 80 com os lançamentos de “Água Mineral” do Blues Etílicos e “Mandinga” de André Christóvam. Em Belém, os primeiros acordes surgiram no final da década de 80.

Serviço: Na sexta-feira (22) a Black Soul Samba leva ao público a “Noite do Blues” e para isso convidou a banda “Ferrovia Tex Blues” e o músico “Daniel Dú Blues” para tocar o melhor do gênero. A festa acontece no bar Palafita, começa às 20h, sendo os shows às 00h. Os ingressos custam 15 reais e para estudantes 8 reais. Além disso, terão ossets especiais dos DJ'S do Coletivo Black Soul Samba.