Principais fases da carreira do compositor carioca serão interpretados por Marcelo Sirotheau na Black Soul Samba da próxima sexta, 6 de maio de 2016. A noite conta ainda com abertura do músico João da Hora. Tudo a partir das 21h no Tábuas de Maré.
Intitulado "Os Sambas de Chico Buarque", o próximo show da Black Soul Samba traz de volta o músico Marcelo Sirotheau, após duas apresentações memoráveis nas festas do coletivo. " A Rita", "Quem te viu, quem te Vê", "Acorda Amor", "
De acordo com Sirotheau, o grande diferencial deste show é exatamente o fato de ser um repertório exclusivo com os sambas de Chico Buarque. "Nos outros shows eu cantei diversos gêneros de canções do Chico e nesse serão só os sambas. Então, vai ser um show pra levantar poeira", garante.
Com uma banda formada por Nei, no baixo; Pedrinho Callado, na guitarra e vocais; e Duda Silva na bateria, o show "Os Sambas de Chico Buarque" terá ainda versões dos próprios músicos para músicas como "Cotidiano", que recebeu uma levada de samba-funk. O show de Sitotheu terá ainda a participação especial da cantora Patrícia Rabelo.
Abertura com show de João da Hora traz mais sambas
Além de Chico Buarque, a noite conta ainda com show de abertura do músico João da Hora que terá sambas que passam por João Nogueira, Toninho Nascimento e levadas de afoxé de compositores como Carlinhos Brown e Novos Baianos.
Com cinco anos de carreira, João da Hora será acompanhado Nonato Mendes nas cordas, João Paulo Pires na bateria e Ney Trindade no baixo. Participando pela segunda vez de uma edição da Black Soul Samba, João acredita que esta participação será completamente dançante, no clima festivo característico da BSS. “Vou preparar o terreno para a apoteose que será o show do Chico interpretado pelo Marcelo”, afirma o sambista.
Entre os shows e no encerramento da festa estão os DJs Black Soul Samba, levando o melhor da soul music e da música brasileira.
Serviço
Show homenagem a Chico Buarque com Marcelo Sirotheau
Sexta-feira, 6 de maio de 2016, a partir das 21h
Local: Tábuas de Maré - Rua São Boaventura, 156, Cidade Velha, próximo a Avenida Tamandaré
Ingressos: R$20,00 - com meia-entrada para estudantes
Informações gerais: (91) 98362 1793
Informações para imprensa: Danielle Franco::(91) 98425 6171
Samba do Grande Amor", "Vai Passar", "Injuriado" e vários outros estão no repertório que faz um apanhado da carreira do músico a partir da década de 60.
terça-feira, 3 de maio de 2016
quinta-feira, 7 de abril de 2016
Black Soul Samba apresenta Geléia Geral !
Renato Torres, Joelma Kláudia e Olivar Barreto empunham o clima e ritmo setentista em show no próximo dia 8. A noite também tem show de abertura com o grupo Casa de Folha.
O movimento que revolucionou a estética cultural do país, a Tropicália recebe homenagem nesta próxima sexta-feira, dia 8. O show Geléia Geral terá canções como Mamãe Coragem (de Caetano Veloso), Desculpe Baby (Mutantes), Domingo do Parque (Gilberto Gil) e 2001 (Tom Zé e Mutantes), dentre outros clássicos que fizeram com que o movimento mudasse a música brasileira após os seus quase 50 anos de inaugurado.
Iniciado em 2013 para apresentação após a exibição do filme "Tropicália", de Marcelo Machado, o Projeto Tropicália tem os cantores, Renato Torres, Joelma Kláudia e Olivar Barreto compondo o que Torres define como tessitura vocal, acompanhandos por Príamo Brandão no baixo, Jó Ribeiro nos teclados, André Macleuri na bateria e o próprio Renato Torres na guitarra.
Cada canção do show foi eleita de acordo com sua importância história e seu significado para um dos integrantes do grupo. Renato afirma que o movimento tropicalista acaba influenciando a todos, pois é um dos movimentos basilares da música e da identidade cultural brasileira. "Particularmente, considero o senso experimental um de seus maiores legados, junto às revoluções da Semana de 22, do Modernismo como um todo, e do Manifesto Antropofágico de Oswald de Andrade, a Tropicália nos liberta de diversas maneiras, coloca grandes doses de humor e auto-ironia - o que se tornou uma das marcas visíveis do modus vivendi brasileiro - e, junto à revolução da Bossa Nova (o primeiro pilar da música brasileira) nos projetou no cenário mundial", explica Renato.
O músico ressalta ainda que o movimento influencia todo o seu trabalho, refletido na escolha livre de temas, no experimentalismo, na inventividade e também na constante pesquisa.
Casa de Folha abre a noite de Geléia Geral
Quem também bebe da Tropicália é o grupo paraense Casa de Folha, que abre a noite "Geléia Geral" da Black Soul Samba desta sexta. Nascida em Belém, em 2011, a banda conta com um EP gravado, Bangalô, com quatro faixas, gravado e produzido no Guamundo Home Studio, dirigido por Renato Torres.
Formada por Thais Ribeiro - vocal, Jassar Protázio - baixo, Ismael Rodrigues - Percussão e André Butter - violão, a banda conta ainda com JP Cavalcante - percussão e Daniel Serrão - sax/teclado, em participações esporádicas. Segundo André, o grupo bebe muito da Tropicália, especialmente em relação "à permissividade de experimentações de timbres dobrar as pulsações e dizer muito sem explicar tanto", diz.
Com uma estética regional como base, o grupo se define como sendo de "música brasileira", que flerta com o máximo possível de sonoridades, "mas no nosso "rg" fica um paraense bem nítida, com teus seus sotaques e batuques", afirma André Butter.
Para o show do dia 8, o grupo conta que vai apresentar o EP Bangalô completo e também canções e músicas que influenciam o Casa de Folha. "Deve ser um show de pulsação alta e uma pegada forte! É a nossa primeira Black e uma honra imensa em abrir pro Renato e Joelma. Vai ser uma noite sensacional!", entusiasma-se.
Além dos shows a noite também contará com os DJs da Black Soul Samba, colocando diversas canções do movimento tropicalistas e artistas influenciados pela Tropicália. Renato Torres garante ainda que canções expoentes como Panis et Circenses (de Caetano Veloso e Gilberto Gil), Baby (Caetano Veloso), Domingo no Parque (Gilberto Gil), Bat Macumba (Caetano e Gil), Não Identificado (Caetano) e a própria Tropicália (Caetano Veloso), serão evocadas na noite da Geléia Geral.
Serviço
Geléia Geral - Show com Renato Torres, Joelma Kláudia e Olivar Barreto em homenagem à Tropicália na Black Soul Samba
Sexta-feira, 8 de abril de 2015, a partir das 21h
Local: Tábuas de Maré - Rua São Boaventura, 156, Cidade Velha, próximo a Avenida Tamandaré
Ingressos: R$20,00 - com meia-entrada para estudantes
Informações gerais: (91) 98362 1793
quinta-feira, 3 de março de 2016
Homenagem à Jorge Ben Jor na volta da Black Soul Samba
Retomando as atividades depois do recesso do início de ano, o Coletivo Black Soul Samba inicia 2016 trazendo o som de Jorge Ben Jor para o Tábuas de Marés. Com dois shows, do grupo Café Expresso e do músico Roguesi, a noite será de comemoração aos 40 anos do álbum "África Brasil", lançado por Ben Jor em 1976.
Nesta sexta-feira, 4 de março, o Coletivo Black Soul Samba reinicia suas atividades anuais. Chegando ao sexto ano de atividades, a BSS abre o mês de março com uma dupla homenagem ao carioca Jorge Ben Jor, que em 1976 lançou o 14º álbum de sua carreira: "África Brasil", considerado pela crítica com um dos mais significativos discos de música brasileira por consolidar em sua carreira a fusão de gêneros musicais e de técnicas de composição entre a música afro-brasileira e a música pop negra dos EUA.
Destacado pela Revista Rolling Stone Brasil como um dos 100 mais importantes álbuns da música brasileira, "África Brasil" tem clássicos como "Xica da Silva" e "Taj Mahal", presentes no imagiário coletivo Brasil adentro. Em seu lançamento, foram vendidas 60 mil cópias do álbum que se tornou um dos discos mais celebrados pela crítica.
Para o site especializado Allmusic, a fusão musical do álbum produziu "um dos sons mais fascinantes já gravados no Brasil". Já no livro 1001 Albums You Must Hear Before You Die, o álbum é descrito como uma espécie de "manifesto do soul carioca", que combina o melhor de James Brown e Sly Stone.
Organizado e produzido pelo músico Charles Gavin em 2002, a gravadora Universal (detentora do catálogo da antiga Philips) relançou o álbum em versão remasterizada no formato CD. Naquele mesmo ano, foi escolhido como um dos 50 álbuns mais legais do mundo pela revista Rolling Stone, sendo o único disco brasileiro da lista.
Quem sobe ao palco para interpretar o clássico álbum é o cantor Roguesi. Presente em diversas outras homenagens realizadas pela Black Soul Samba, Roguesi será responsável em levar ao Tábuas de Maré toda a musicalidade ímpar de "África Brasil".
Mas não é só, antes a festa será aberta com o grupo "Café Expresso". Recém criado, o grupo é formado por Caio Almeida, Davi Million e Marlon Serra, todos vocalistas que se apresentam com bases eletrônicas. Seu trabalho autoral tem forte influência da musicalidade de Ben Jor,
A noite ainda será comandada pelos Dj´s Black Soul Samba, que levam toda a brasilidade da música em canções de todas as fases de Jorge, desde o início como Jorge Ben, até a chegada de Jorge Ben Jor, incluindo ainda diversos nomes importantes no estilo, como Trio Mocotó, Bebeto e Simonal e também novos nomes como Seu Jorge e Clube do Balanço.
Serviço
Homenagem aos 40 anos do disco África Brasil de Jorge Ben Jor na Black Soul Samba - Com Roguesi e Café Expresso,
4 de março de 2016, a partir das 21h
Local: Tábuas de Maré - Rua São Boaventura, 156, Cidade Velha, próximo a Avenida Tamandaré
Ingressos: R$20,00 - com meia-entrada para estudantes
Informações gerais: (91) 98362 1793
Informações para imprensa: Danielle Franco::(91) 98425 6171
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
6 anos de Black Soul Samba !!!
Coletivo
Black
Soul Samba comemora seis anos de atividades nesta sexta, 18. Noite terá
exposição
fotográfica, apresentação de documentários, feira de moda, shows das
bandas
Lauvaite Penoso e Cronistas da Rua e set´s dos Dj´s Uirá Seidl, Kauê
Almeida e Eddie Pereira. Os ingressos antecipados estão sendo
vendidos na Loja Ná Figueredo.
Já não há dúvidas de que o Coletivo Black Soul Samba se
tornou o principal expoente da pesquisa, incentivo e divulgação da música
brasileira e música negra em Belém. Seus DJs, Uirá Seidl, Kauê Almeida, Homero
da Cuíca e Eddie Pereira, são pesquisadores intensos e levam para as pistas o resultado
dessa procura musical. A noite desta sexta-feira não poderia ser menos do que uma
grande celebração à toda essa musicalidade que é exercício para a BSS,
começando pela exposição fotográfica com 34 fotos, medindo 15x21 cm,
registrando diversos momentos destes 6 anos de música e expressividade.
A abertura da noite fica por conta da exibição do
documentário "Sou(l) Kilariô", filmado durante a vinda do
pernambucano Di Melo à Belém, em outubro passado e produzido pela Black Soul
Samba Filmes com direção de Arthur Dutra. O documentário registrou a presença
do músico durante sua primeira visita à cidade e o show realizado na véspera do
Círio de Nazaré, além de buscar
elucidar pontos pertinentes ao início da carreira do cantor, processo de
composição de algumas canções marcantes, além de aspectos relacionados a
gravação do mítico álbum de 1975.
Os show que marcam o aniversário trazem duas bandas
paraenses que dialogam intensamente com a presença da cultura negra na música
brasileira: Lauvaite Penoso e Cronistas da Rua. A primeira brinca com a
expressão das brincadeiras de pipas e papagaios nas periferias e bairros de
Belém, "Lauvaite Penoso!"
Formada por Gabriela
Maurity - vocal principal e percussão, Rodrigo Ethnos - vocal e percussão, Vitor
Gonçalves - baixo e backing vocal, Johnny Craveiro - violão e backing vocal, Diogo
Craveiro - guitarra e backing vocal, Gley Mureta - percussão e backing vocal, Thiago
Marinho - percussão, Junior Dusik – bateria e sampler, a banda Lauvaite Penoso nasceu
em 2009 e traz a musicalidade regional com seus carimbós, lunduns e batuques
misturados à vivência musical de cada integrante, que vão do rock ao hip-hop, e
do baião ao tecnobrega. Segundo eles, "banda Lauvaite Penoso procura na
brincadeira e na liberdade de uma pipa a inspiração para fazer música, que
represente não só seus integrantes mas as ideias e a força de um povo".
Já o Cronistas da Rua é formado pelo duo Dime
Cronista (voz) e Alonso Nugoli (beatbox) representa a nova geração do rap
paraense. Seu primeiro CD "Tekoha", traz nove canções autorais, com a
uma estética sonora que passeia pelo rap, reggae, samba e brega aliados à
música eletrônica ao beat box e ao flow (jeito de rimar). O CD integra a
promoção de venda de ingressos da festa de sexta-feira, onde os primeiros 50 a
comprar ingressos antecipados levam o CD no pacote.
Para Uirá Seidl, este é um momento de
celebração e agradecimento pelos seis anos de apresentações que aglutinaram
diversos artistas, nacionais inclusive, em cerca de 220 edições, evidenciando a cultura negra e sua
estética influenciadora na cultura musical do Brasil, sendo este o mote de
existência da Black Soul Samba, que se coloca como grande colaboradora desse
processo em Belém.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Black Soul Samba realiza sua primeira homenagem a Martinho da Vila
Nesta sexta-feira, dia 4, um dos ícones do samba paranse: Bilão, sobe ao palco da Black Soul Samba para homenagear o carioca Martinho da Vila. Convidado especial da casa, Bilão e Martinho são inéditos nas edições da BSS. E sendo dezembro o mês em que se comemora o Dia Nacional do Samba, a festa chega trazendo o tom do melhor do samba brasileiro.
Carioca, vascaíno e um dos responsáveis pela história do samba no Brasil, Martinho da Vila iniciou sua carreira no extinto Festival da Record, na edição de 67, com a música "Menina Moça". No ano seguinte alcançou o sucesso no mesmo festival lançando a música "Casa de Bamba", tornando-a um clássico da música brasileira.
A história de Martinho confunde-se com a da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, na qual o sambista integrou em 1965 passando a usa o "Da Vila" em seu nome artístico por conta do amor pela Escola da qual é Presidente de Honra, com direito à busto seu na entrada da quadra de ensaios.
Dentre seus grandes sucessos, estão sambas regravados por diversos artistas como "Na aba do meu chapéu", "Balança Povo", "Batuque na Cozinha" e "Disritmia".
No show desta sexta, Bilão convidou os sambistas Pedrão Frade, Carlinhos Dorneles e João da Hora. Sua banda, formada por Bruno Mendes, Diego Cruz e Diogo, na percussão; Bruno Buchecha, no violão; Marcelo Ramos, no bandolim; e ele próprio, Bilão no cavaquinho e voz, homenageia Martinho pela primeira vez, apesar de ter músicas dele em seu repertório de show.
Bilão também faz sua estreia na Black Soul Samba, e diz: "vou começar com o pé direito, ainda mais homenageando esse grande ícone da música popular brasileira que é o Martinho da Vila", garante.
Além de Bilão a festa ainda terá os DJs Homero da Cuíca, Uirá Seidl e Kauê Almeida, garante uma noite repleta de perólas do legítimo samba carioca no Tábuas de Maré.
Serviço
Homenagem à Martinho da Vila com Bilão na Black Soul Samba
Sexta, 4 de dezembro de 2015 - 21h
Tábuas de Maré - Rua São Boa Ventura, Rua São Boaventura, 156, Cidade Velha, próximo a Avenida Tamandaré
Ingressos: R$20,00 - com meia-entrada para estudantes
Informações gerais: (91) 98362 1793
Informações para imprensa: Danielle Franco::(91) 98425 6171
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Gláfira canta Fruto Proibido de Rita Lee em show na Black Soul Samba
Show será na próxima sexta, 13 de novembro, comemorando os 40 anos do disco.
Considerado o 16º melhor disco de música brasileira de todos os tempos, pela revista Rolling Stone, o álbum "Fruto P
roibido", lançado por Rita Lee e Banda Tutti Fruti, em 1975, recebe homenagem em Belém. O repertório do aclamado disco será interpretado pela cantora paraense Gláfira, em show na Black Soul Samba, no Tábuas de Maré.
"Ovelha Negra", "Luz del Fuego", "Agora só falta você", "Esse tal de roque Enrow", "Cartão Postal", "Fruto Proibido" e "Dançar pra não dançar". Músicas que atravessaram quatro décadas, ganharam versões e regravações por diversos artistas e pela própria Rita Lee e estão na memória da geração pós Os Mutantes, grupo que lançou a cantora e compositora na década de 60.
O álbum Fruto Proibido é considerado um clássico do rock brasileiro e a obra-prima de Rita Lee, por sua vez, tida como a rainha do rock Brasil, premiada com mais de 30 discos de platina, 10 discos de ouro e 5 de diamante. Repleto de blues e com clara identidade setentista, o disco foi gravado em conjunto com a banda Tutti Fruti - formada por Luis Sérgio Carlini, na guitarra, Lee Marcucci, no baixo, e Franklin Paolillo, na bateria - que acompanhou a cantora entre 1973 e 1978.
Admiradora, fã e conhecedora da obra de Rita Lee, a cantora Gláfira é quem sobe ao palco da Black Soul Samba para interpretar inteiramente o álbum. A cantora paraense começou cantando Rita nos bares e conta que durante a pesquisa sobre a carreira de Rita se deparou e encantou com o trabalho dela nos Mutantes.
"Me encantei pela sonoridade setentista. Muito engraçado, porque as descobertas que eu ia fazendo sobre ela parecia que estavam acontecendo naquele dia. Fiquei paralisada, quando li que ela tinha deixado a banda, e isso já era 1999, e eu chocada, em ler algo que aconteceu 20 anos atrás. Resolvi ouvir tudo o que fez depois deles, foi ai que eu dei de cara com o “Fruto Proibido”. Eu a perdoei por ter saído dos Mutantes, porque esse disco continuou com a mesma essência, mas agora com ela tomando conta do seu próprio trabalho. Sou fã de mulheres independentes", ressalta a cantora.
Fruto Proibido e os anos 70
Segundo Gláfira, o álbum Fruto Proibido tem enorme importância para a música brasileira não apenas pela sonoridade, mas por conseguir dialogar com o contexto sócio-político que o país e o mundo vivenciavam na época. "Quando o disco foi lançado, o mundo passava por grandes mudanças sócio-culturais, revoluções comportamentais, crise do petróleo, independência das colonias portuguesas na África (Angola, Moçambique, Timor Leste), corrida espacial e armamentista e o Brasil estava vivendo um crise política, governado por uma ditadura militar, censura, tortura e exílio. O Fruto Proibido dialogava com tudo isso que a história registrou", sustenta.
Para ela, a sonoridade do álbum e as letras com temas feministas cantadas em português foram pontos importantes para afirmar a mulher dentro do cenário musical da época. "Querendo ou não, o rock é um espaço dominado pelos homens, poucas mulheres conseguiram se estabelecer respeitosamente neste meio. E a Rita Lee chocava o Brasil com “Dance pra não dançar”, “Ovelha Negra”, “Esse tal de Roque Enrow” e “Luz del fuego”, que é puro incentivo para a mulherada tomar as redias de sua própria vida", comenta Gláfira.
No show, Gláfira estará acompanhada por Guibson Landi, na guitarra; Ivan Vanzar, na bateria; e Nando Costa no baixo. A noite terá ainda participações especiais como Hugo Marola, marido de Gláfira, tocando com a cantora pela primeira vez; além de Joelma Klaudia, Quiuri Soares, Bianca Menezes, Sandro Gaia e Charles Andi.
Além do show de Gláfira cantando "Fruto Proibido", a noite começa com a discotecagem dos DJs do Coletivo BSS: Uirá Seidl, Homero da Cuíca e Kauê Almeida. O cenário é por conta do artista plástico Aldo Paz e projeções de Diogo Vianna e Kauê Lima. Haverá ainda feirinha de moda com a "Meninazinha Ateliê.
Serviço
Homenagem aos 40 anos do álbum Fruto Proíbido de Rita Lee e Banda Tutti Fruti - Com Gláfira e banda.
Sexta-feira, 13 de novembro de 2015 - a partir das 21h
Local: Tábuas de Maré - Rua São Boa Ventura, 156, Cidade Velha, próximo a Avenida Tamandaré - Cidade Velha
Informações: (91) 98362-1793
Entrevistas e contato para imprensa: (91) 98425 6171
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Release - Black Soul Samba traz Di Melo a Belém
Em show inédito na cidade, o pernambucano Di Melo, um dos precursores da soul music no Brasil, se apresenta na véspera do Círio, dia 10 de outubro, em show acompanhado da banda Zebrabeat e com participação especial da cantora Juliana Sinimbú. A apresentação é no Açaí Biruta e os ingressos já estão sendo vendidos nas lojas Ná Figueredo, Marcos Tattoo e pelo site www.meustickets.com
No próximo dia 10 de outubro, sábado, o "imorrível" Di Melo aporta em Belém para o primeiro show de sua carreira em terras paraenses. Comemorando os 40 anos do lançamento de seu primeiro disco, Di Melo chega para apresentar ao público a música que é considerada a base da soul music no Brasil.
Roberto de Melo dos Santos, pernambucano foi pra São Paulo no final dos anos 60 onde se tornaria conhecido como Di Melo. Seu primeiro álbum, homônimo, foi lançado em 1975, influenciando diversos outros artistas brasileiros. Em 2002 seu disco foi relançado em CD e em 2011 sua relevância foi retratada no documentário "Di Melo - O Imorrível", de Alan Oliveira e Rubes Pássaro. Foi a partir da visibilidade do documentário que suas músicas voltaram a preencher pistas de dança em todo o Brasil. Em Belém, o coletivo Black Soul Samba é o principal responsável por trazer à tona a obra de Di Melo e agora traz o próprio artista para única apresentação na cidade.
De acordo com Uirá Seidl, produtor e DJ do coletivo Black Soul Samba, a importância do Di Melo na música brasileira é especialmente por ser um artistas que trouxe brasilidade pra música Black produzida, "dando um tempero que só ele tem, com suas influencias nordestinas e ligadas a música popular brasileira", diz Uirá.
Devido a importância do álbum de 75, Di Melo tem sido celebrado em todo o Brasil graças a uma sonoriadade que une soul, funk, samba rock, groove, música popular brasileira e até tango. Para Uirá, "é um disco com uma sonoridade a frente do seu tempo, singular", comenta. No entanto, apesar da enorme qualidade musical do disco , Di Melo se desiludiu com a indústria fonográfica nos anos 70, que desejava que o artista mudasse sua sonoridade. Após um ostracismo de 30 anos, Di Melo retornou com importantes participações em Festivais e shows por todo país, sendo elogiado publicamente por grandes nomes como Otto e Emicida. No final de outubro ele lançará oficialmente seu segundo disco, produzido em São Paulo.
Show e documentário
Com realização da Black Soul Samba e apoio do Parque dos Igarapés, Cultura Studio, Point do Açaí, Mult-Idéia, MM Produções, Lamparina Filmes, The Nine Burgues, Imídia, EuPatrocino, Açaí Biruta e Cultura Rede de Comunicação, o show de Di Melo em Belém terá antes apresentação da Banda Zebrabeat e da cantora Adriana Cavalcante, além dos DJs ProEfx, Dom Dagga e Black Negrão, incluindo os próprios integrantes da BSS: Eddie Pereira, Kauê Almeida, Homero da Cuíca e Uirá Seidl.
De acordo com Uirá, a presença de Di Melo vem de forma especial, levando inclusive à realização da festa excepcionalmente num sábado, na véspera do Círio.
Além do show, a BSS também produzirá um documentário sobre a vinda de Di Melo, numa parceria com a Lamparina Filmes. "Com toda a luta que está sendo realizar um projeto como esse, de forma independente, achamos que valia a pena o esforço extra de filmar um curta com o Di Melo em Belém, em pleno Círio de Nazaré. O Di Melo é um cara muito engraçado e descontraído e tenho certeza que vai gerar momentos inesquecíveis, além disso, achamos que era uma grande oportunidade de elucidar questões históricas sobre o disco, como por exemplo a participação do genial Hermeto Pascoal, e o processo de composição de músicas antológicas como “Pernalonga”, “A vida em seus métodos diz calma”, “kilariô” e “Minha estrela”, dentre outras", explica Uirá.
Serviço
Show Di Melo em Belém na Black Soul Samba
Sábado, 10 de outubro, a partir das 22h.
Local: Açaí Biruta - Rua Siqueira Mendes, 184, Cidade Velha.
Venda de ingressos: Ná Figueredo, Marcos Tattoo e www.meustickets.com
Informações: (91) 98362-1793
Entrevistas e contato para imprensa: (91) 98425 6171 - Dani Franco
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